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Segunda fase do desconfinamento só será avaliada na próxima quinta-feira. Rt está perto de 1

Manuel Fernando Araujo / Lusa

Confinamento na Cidade do Porto

A 2.ª fase de desconfinamento, prevista para 5 de abril, vai ser discutida na próxima quinta-feira, 1 de abril, em Conselho de Ministros. A média de novos casos por cem mil habitantes e o rácio de transmissibilidade (Rt) vão ser os principais fatores a ter em conta.

Uma fonte do Governo disse, ao Público, que o país se encontra “num processo lento e gradual”, salientando que “não pode haver euforias de desconfinamento” uma vez que “tem de continuar a correr tudo bem”.

O Conselho de Ministros aprova, esta quinta-feira, o decreto de execução do novo estado de emergência. As medidas, anunciadas por António Costa a 11 de março, relativas à 1.ª fase de desconfinamento mantêm-se em vigor até dia 5 de abril.

Para se avançar para a segunda fase de desconfinamento, a média de novos casos por cem mil habitantes deve ser inferior a 120 e o Rt inferior a 1.

Prevista nesta fase está a abertura das lojas até 200 metros quadrados com porta para a rua, as esplanadas de restaurantes, pastelarias e cafés com quatro pessoas, os monumentos, os palácios, os museus, as galerias de arte e equivalentes.

Será autorizado a prática de modalidades desportivas de baixo risco, a atividade física ao ar livre por grupos até quatro pessoas e os ginásios, mas sem aulas de grupo. As câmaras municipais poderão autorizar feiras e mercados não-alimentares.

Contudo, os dados impõe alguma cautela. Na quarta-feira, de acordo com a matriz de risco divulgada pela Direção-geral da Saúde, o Rt era de 0,91 (quer na globalidade do território nacional quer no Continente) e a incidência de 77,6 infeções por 100 mil habitantes em todo o território nacional e de 67,7 no Continente.

Para já mantém-se a obrigatoriedade do dever geral de confinamento e é recomendado o teletrabalho. Permanece em vigor também a obrigatoriedade de o comércio funcionar com venda ao postigo e em regime de take away até às 21h. Já ao fim-de-semana e nos feriados o horário de fecho é às 13h, prolongando-se até às 19h, no caso do retalho alimentar.

A partir das 24h desta quinta-feira e o dia 5 de Abril, as forças de segurança estarão mais interventivas, explicou um membro do Governo ao Público. O objetivo é impedir um aumento da circulação da população durante a semana da Páscoa, de modo a evitar uma explosão de contágios.

  ZAP //

 

 

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