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Se as legislativas fossem hoje, ficava tudo (quase) na mesma. Portugueses pedem remodelação do Governo

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Mário Cruz / Lusa

Uma sondagem do Centro de Estudos e Sondagens de Opinião da Universidade Católica para a RTP e para o jornal Público revela que, se as eleições legislativas fossem hoje, ficaria tudo quase na mesma.

De acordo com a RTP e o jornal Público, o PS continua a ser o maior partido com 38% das intenções de voto e mais dez pontos percentuais que o PSD.

Em terceiro lugar surge o Bloco de Esquerda com 8%. Se fosse possível juntar a antiga “geringonça”, este bloco teria a maioria absoluta literal (51%), uma vez que a CDU reúne 5% das intenções de voto.

Se a antiga geringonça conseguisse agregar o PAN (3% das intenções de voto), poderia ascender a 54%.

Por outro lado, a sondagem revela a subida em flecha do Chega e da Iniciativa Liberal, a única grande alteração de intenções de voto face a 2019.

O partido liderado por André Ventura surge agora como quarta força política do país, com 6% das intenções de voto, enquanto a a Iniciativa Liberal empata com a CDU, também com 5%.

Quem perde consideravelmente é o CDS-PP, com 3%, menos do que os 4,22% que conseguiu há dois anos. Já o PAN mantém a votação em torno dos 3%.

Assim, mesmo que a direita se juntasse, não passava dos 42%, ficando a 12 pontos da antiga geringonça e PAN.

Em relação à transferência de votos, as principais conclusões prendem-se com a grande dificuldade do CDS-PP em manter o seu eleitorado – 42% dos que votaram no CDS-PP em 2019 admitem repetir a escolha. No outro extremo surge a Iniciativa Liberal, capaz de manter fiéis 71% dos seus eleitores.

No caso do PS, 71% dos eleitores equacionam manter a opção, ao passo que o PSD será capaz de voltar a convencer 60% dos eleitores.

Apesar de a sondagem mostrar que tudo se manteria quase igual se as eleições fossem hoje, 51% dos portugueses defendem uma remodelação do Governo. O ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, é o nome mais apontado para abandonar o Executivo.

Além disso, embora a esmagadora maioria defenda que o Governo cumpra o mandato até ao fim, há mais pessoas a preferir que o próximo Orçamento do Estado (OE2022) seja negociado à esquerda, mas sem acordos formais.

  Maria Campos, ZAP //

 

 

 

1 Comment

  1. Tás-se bem… Tudo na maior.
    Incêndios? Naaaa. Derrocadas em pedreiras? Naaaa. Roubo de armas? Naaa. Proibição de greves? Naaa. Negócio da TAP? Naaa. Novo Banco? Naaa. Procuradores feitos à pressa? Naaaa. Requisições Civis? Naaaa. Confinamentos? Naaaa…
    Que povo mais estranho…
    Arre, que são mesmo masoquistas!!
    Daqui a nada estão a bater com a cabeça na parede e todos felizes!

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