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Salvem o planeta como a Notre-Dame, pediu Greta Thunberg no Parlamento Europeu

Na terça-feira, Greta Thunberg deu início a uma intervenção no Parlamento Europeu e alertou os líderes europeus para a urgência de salvar o planeta, da mesma forma que se quer salvar a Catedral de Notre-Dame depois do incêndio.

“O meu nome é Greta Thunberg, venho da Suécia e quero que entrem em pânico.” Foi assim que a ativista de 16 anos deu início a uma intervenção no Parlamento Europeu.

“Ontem [segunda-feira], o mundo inteiro assistiu com tristeza e desespero ao fogo que assolou a Notre-Dame, em Paris. Mas a Notre-Dame vai ser reconstruida”, disse Greta, em Estrasburgo, citada pela Reuters. “Espero que tenha fundações fortes e espero que nós também as tenhamos, mas não tenho a certeza.”

Durante o discurso de mais de dez minutos, a ativista alertou para a necessidade de reverter o panorama de produção de emissão de gases poluentes e apresentou estimativas que preveem que em 2030 “vamos estar numa posição irreversível, que irá provavelmente levar ao fim da nossa civilização como a conhecemos”. A menos que haja “mudanças em todos os aspetos da sociedade”.

A nossa casa está em chamas e ainda assim nada está a acontecer. Vamos ter que mudar para modo catedral. Peço-vos para acordarem e fazerem o que for preciso”, atirou.

No final, Greta Thunberg pediu que ouvissem os milhares de jovens que estão a fazer greve às aulas por todo o mundo. Em Portugal, os estudantes saíram à rua a 15 de março e vão voltar a fazê-lo dia 24 de maio, juntando-se assim ao movimento internacional SchoolStrikeforClimate, iniciado pela jovem sueca, nomeada para o prémio Nobel da Paz, que todas as sextas-feiras falta às aulas como protesto pela inércia dos Governos.

Diagnosticada com Síndrome de Asperger, uma doença do espectro do autismo que afeta a capacidade de comunicação e de relacionamento, Greta Thunberg não parece encaixar neste perfil. Ela está habituada a falar em grandes palcos mediáticos, em prol de políticas ambientais que ajudem a salvar o nosso planeta.

Na Suécia, tem criticado os responsáveis políticos por não respeitarem o Acordo de Paris para reduzir a emissão de gases poluentes.

Em Davos, Greta já tinha criticado o facto de muitos dos presentes na cimeira se terem deslocado em jatos privados para “discutir alterações ambientais”. Ela deixou de andar de avião e deslocou-se da Suécia até à Suíça de comboio para proteger o ambiente.

ZAP //

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