Rússia é agora o país com mais sanções do mundo. Já ultrapassou o Irão

A Suíça é o país que aplicou um maior número de sanções, seguido da União Europeia e da França. Desde 22 de fevereiro, o número de sanções aplicadas à Rússia duplicou.

Rússia passou a ser o país do mundo com mais sanções aplicadas. Assim, a nação liderada por Vladimir Putin ultrapassou o Irão, a Síria e a Coreia do Norte.

Segundo avança uma plataforma que analisa as sanções aplicadas, os países aliados aplicaram um total de 2.778 novas sanções, o que duplicou o número total de sanções aplicadas à Rússia.

De acordo com a Rádio Renascença, antes da invasão da Ucrânia a 22 de fevereiro, o país era alvo de 2.754 e passou para 5.530.

Com este aumento, a Rússia ultrapassou o Irão, que tem 3.616 sanções, a maioria devido ao programa nuclear e ao apoio ao terrorismo.

A maior parte das sanções aplicadas são contra indivíduos, havendo ainda 343 a entidades, como companhias ou agências governamentais.

A Suíça é o país que aplicou um maior número de sanções (568), seguido da União Europeia (518) e da França (512). Os Estados Unidos impuseram 243.

Antes da invasão da Ucrânia, a Rússia já era alvo de sanções devido à interferência nas eleições norte-americanas de 2016 e aos ataques contra dissidentes políticos tanto no território russo como no estrangeiro.

Mais de 1,7 milhões de pessoas já fugiram da Ucrânia desde o início da invasão russa, em 24 de fevereiro, de acordo com o balanço divulgado esta segunda-feira pelas Nações Unidas.

Mais de mil civis já foram mortos desde que a Rússia invadiu a Ucrânia. Segundo o relatório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (OHCHR), que abrange o período das 4h de 24 de fevereiro à meia-noite de 4 de março, das "1.058 vítimas civis na Ucrânia, 351 foram mortas, incluindo 10 crianças".

O Papa Francisco enviou dois cardeais para tentar mediar o conflito. O cardeal Konrad Krajewski, responsável pelas obras de caridade do Papa, chegou segunda feira à fronteira da Polónia com a Ucrânia, e o cardeal Michael Czerny, do Dicastério para o Desenvolvimento Humano Integral, é aguardado amanhã na Hungria.

Entretanto, Portugal recebeu desde o início da invasão russa da Ucrânia 2.674 pedidos de proteção temporária, segundo uma atualização feita hoje pelo Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF).

  ZAP //

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