Reino Unido mantém confinamento. Número de infetados em Itália volta a subir

O Governo britânico anunciou, esta quinta-feira, o prolongamento do regime de confinamento para reduzir a transmissão da pandemia de covid-19 por mais três semanas. Em Itália, o número de infetados voltou a subir.

“O Governo decidiu que as medidas atuais devem permanecer em vigor pelo menos nas próximas três semanas”, disse o ministro dos Negócios Estrangeiros, Dominic Raab, que substitui o primeiro-ministro, Boris Johnson, na chefia do Governo.

A decisão foi tomada após uma reunião do conselho de ministros e comité de crise para a crise relacionada com a pandemia de covid-19, onde também participaram, por videoconferência, representantes das diferentes regiões autónomas, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte para avaliar a informação do Grupo de Aconselhamento Científico para Emergências (SAGE).

O Governo autónomo da Irlanda do Norte já tinha anunciado na quarta-feira que iria estender as restrições até 9 de maio e, hoje, a primeira-ministra da Escócia, Nicola Sturgeon, disse que desejava uma extensão de “pelo menos três semanas”.

O Reino Unido registou 13.729 mortos em 103.093 pessoas infetadas, de acordo com a atualização dos dados feita pelo Ministério da Saúde britânico.

Número de infetados em Itália volta a subir

Itália registou 525 mortes com covid-19 nas últimas 24 horas, um número ligeiramente inferior ao de quarta-feira (578), que confirma a tendência de estabilização da situação nos últimos dias.

Em sentido contrário, foram registados 3786 novos casos de infetados, o maior salto em quatro dias, fazendo subir o número total de pessoas com a doença para 168.941.

A pressão sobre os hospitais italianos diminuiu, com menos 750 camas hospitalares ocupadas, incluindo menos 143 em cuidados intensivos, cuja ocupação caiu para menos de 3.000, pela primeira vez desde 21 de março.

França aproxima-se das 18 mil mortes

França registou 417 mortos nas últimas 24 horas em meio hospitalar e 236 mortos nos lares, perfazendo assim um total de 17.920 mortos desde o início da pandemia, anunciou o diretor-geral da Saúde francês, Jérôme Salomon.

O número total de infetados chegou aos 108.847, mais 2641 do que na quarta-feira. Estão hospitalizadas 31.305 pessoas, das quais 6248 nos cuidados intensivos.

Tanto o número de pessoas hospitalizadas como os pacientes em estado grave tem vindo a descer, tendo “estabilizado a um nível muito alto”, considerou Salomon.

Bélgica tem a pior taxa de mortalidade europeia

Com os números hoje anunciados, a Bélgica, país com uma dimensão semelhante à de Portugal (11,5 milhões de habitantes), passou a ter a pior taxa de mortalidade associada ao novo coronavírus, com 419 mortes por milhão de habitantes, à frente de Espanha (409), e muito acima daquela registada, por exemplo, na vizinha França (262).

Segundo a primeira-ministra, Sophie Wilmès, a Bélgica “optou pela maior transparência na comunicação das mortes ligadas ao covid-19”, ainda que isso signifique incluir “números por vezes sobrestimados”.

Uma das particularidades do método de contagem de mortes na Bélgica associados à pandemia de covid-19 é o facto de as autoridades incluírem os óbitos registados em lares de terceira idade – são quase 1500 – mesmo sem confirmação, por análise, de infeção pelo novo coronavírus, mas apenas com base em suspeitas.

“Na Europa, nenhum país conta como nós. Aqui, fazemo-lo da maneira mais detalhada”, argumenta, por seu turno, a ministra da Saúde, Maggie de Block, que tem sido duramente criticada internamente pela gestão da crise.

De acordo com os dados hoje fornecidos pelas autoridades belgas, desde o início da pandemia, o país conta com 34.809 casos confirmados e atualmente encontram-se hospitalizadas 5309 pessoas, 1182 das quais nos cuidados intensivos.

Nova Iorque estende confinamento até 15 de maio

O governador de Nova Iorque, Andrew Cuomo, anunciou o prolongamento das medidas de contenção neste Estado dos EUA até dia 15 de maio, apesar de se ter registado hoje o número mais baixo de mortes em 10 dias.

O Estado de Nova Iorque registou 606 mortes nas últimas 24 horas, um número abaixo das 752 mortes em igual período na quarta-feira, e o mais leve registo diário desde 6 de abril, ainda assim, as autoridades consideram que as medidas de contenção terão de durar mais.

Precisamos de continuar o nosso esforço. Quero que a taxa de infeção desça mais”, disse Andrew Cuomo, no seu briefing diário à imprensa, para justificar o prolongamento das medidas de confinamento.

O Estado, com uma população de quase 20 milhões de pessoas, registou já mais de 210 mil casos de contaminação e mais de 11.500 mortes.

As preocupações do governador viram-se já para a recuperação económica do Estado e, em particular da cidade de Nova Iorque, juntando a sua voz à do mayor, Bill Blasio, que já pediu ao Presidente norte-americano uma ajuda bilionária.

Japão alarga estado de emergência a todo o país

O primeiro-ministro japonês alargou o estado de emergência ao conjunto do arquipélago nipónico para combater de forma mais eficaz a propagação do novo coronavírus.

“As zonas onde o estado de emergência deve ser aplicado serão alargadas das atuais sete prefeituras [regiões administrativas] à totalidade das prefeituras”, disse Shinzo Abe.

Este dispositivo, com duração prevista de um mês, não implica o confinamento obrigatório, mas permite que as autoridades regionais recomendem aos habitantes que restrinjam as suas deslocações ao máximo e sugiram o encerramento temporário de diversas atividades comerciais.

Até ao momento, o Japão foi relativamente poupado pela pandemia, mas o número de casos aumentou sensivelmente desde finais de março, com o risco de agravar a situação nos hospitais, impelindo o governo a adotar novas medidas.

O último balanço diário do ministério da Saúde nipónico indicava cerca de 8600 casos de contaminação e 136 mortos no país, que tem 126 milhões de habitantes.

A nível global, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 137 mil mortos e infetou mais de dois milhões de pessoas em 193 países e territórios. Mais de 450 mil doentes foram considerados curados.

ZAP // Lusa

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