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PSD ataca o Congresso, PCP as Festas Nicolinas. Tudo pelo cumprimento das regras anticovid

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António Cotrim / Lusa

O secretário-geral do Partido Comunista Português (PCP), Jerónimo de Sousa

Esta quinta-feira, o PSD e o PCP trocaram farpas sobre o cumprimento das regras impostas pela pandemia no Congresso dos comunistas e nas Festas Nicolinas de Guimarães.

João Oliveira, líder parlamentar do PCP, defendeu a opção de o PCP realizar o seu XXI Congresso Nacional durante o estado de emergência “num tempo que para alguns deveria ser de confinamento dos direitos e até da sua liquidação em definitivo”. O responsável sublinhou ainda que foram cumpridas todas as regras.

No entanto, Carlos Peixoto, vice-presidente da bancada social-democrata, criticou a realização da reunião magna do PCP, dizendo que num fim de semana em que “a maioria dos portugueses estavam obrigados a estar dentro de casa”, os comunistas “andavam em roda viva”.

“Quanto ao congresso, mais do mesmo, o mesmo líder, a mesma ideologia, os mesmos preconceitos, um partido rendido ao PS na Assembleia da República e no país”, criticou.

João Oliveira respondeu, dizendo que, perante estas críticas, ficou “na expectativa” de saber o que o partido irá fazer em relação ao seu vice-presidente André Coelho Lima, que participou em Guimarães no passado fim de semana “num ajuntamento sem quaisquer regras sanitárias”, por ocasião das Festas Nicolinas.

“Se as propostas do PCP tivessem acolhimento, aquela realização de Guimarães teria tido condições de segurança sanitária, sem que fosse posta em causa a saúde pública”, assegurou.

O vice-presidente da bancada do PS, João Paulo Correia, saudou a realização do Congresso do PCP, que disse ter sido acompanhado pelos socialistas “de forma atenta e interessada”, até pela sua realização logo a seguir à viabilização do Orçamento do Estado para 2021.

“Metade dos orçamentos desta legislatura estão cumpridos, coloca-se o grande desafio de continuar a cumprir esta ponte de diálogo”, afirmou.

Na resposta, João Oliveira assegurou, tal como PCP fez no seu Congresso, que o partido “não deixará de contribuir e contar para soluções” que sejam positivas para o país. “Mas não deixará de bater-se por objetivos mais avançados, que constituem uma verdadeira política alternativa, patriótica e de esquerda.”

João Oliveira tinha defendido, na sua declaração política inicial, que “Portugal tem futuro”, mas “com uma alternativa política aos governos de PS, PSD e CDS”.

No final do debate, o presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues, fez questão de se associar à saudação do congresso do PCP “e em especial” à reeleição de Jerónimo de Sousa como secretário-geral dos comunistas.

  ZAP // Lusa

2 Comments

  1. Que mal titulado. O PCP não criticou as Festas Nicolinas, mas sim a atitude do PSD, que não aprovou propostas do PCP que permitiriam que as Nicolinas se realizassem em segurança, como deveriam!

  2. Olhem o Ferreira comunista! Andou de metro, mas de preferência em local que os parolos vissem para mostrar que é muito popular que é do povo, enquanto o paizinho dele se governou com centenas de milhar na mama do Estado e ele como populista que é, anda a mostrar que anda de transportes públicos….uma vez por ano, apenas nas campanhas. O resto do ano vai para o Parlamento de popó! Mais uns hipócritas que só convencem velhos trotskistas pró-estalinistas e totós!

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