Protestos em São Paulo exigem libertação de detidos em manifestação

Fernando Frazão / ABr

Black Bloc em protestos no Rio de Janeiro, em outubro de 2013

Black Bloc em protestos no Rio de Janeiro, em outubro de 2013

Cerca de 300 pessoas fecharam, esta quinta-feira, a Avenida Paulista, a principal da região central de São Paulo, num protesto para exigir a libertação de dois jovens detidos durante uma manifestação na passada segunda-feira.

Rafael Marques Lusvarghi, 29 anos, e Fabio Hideki Harano, 26 anos, detidos na segunda-feira durante uma manifestação, foram colocados em prisão preventiva pela suspeita de integrarem o Black Bloc, movimento acusado de ser responsável por causar danos ao património público e privado durante manifestações em São Paulo.

Os protestos de quinta-feira começaram praticamente à mesma hora do início do jogo entre as seleções da Bélgica e da Coreia do Sul às 17h locais (21h em Lisboa), disputado no estádio Arena Corinthians, da capital paulista.

Os manifestantes concentraram-se junto ao Museu de Arte de São Paulo, encerrando um dos sentidos daquela artéria da cidade, enquanto os efetivos da polícia militar, em cavalos e em viaturas blindadas, se instalaram do outro lado da avenida.

Ao início da tarde de quinta-feira, um grupo de professores da Universidade de São Paulo já tinha protagonizado um protesto em frente ao Palácio dos Bandeirantes, sede do governo regional, para reivindicar, entre outros, a libertação dos jovens detidos.

De acordo com um barómetro de protestos do jornal Folha de São Paulo, que compila informações de organizações não-governamentais e das autoridades, o número de manifestações no Brasil caiu 39% depois do arranque do Mundial 2014. Contudo, em cidades como São Paulo diversos movimentos continuam a convocar manifestações, embora estas se tenham revelado menos participadas.

No centro de São Paulo, por outro lado, há famílias do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto que continuam acampadas nas proximidades do edifício da Câmara Municipal, com o objetivo de pressionar a aprovação do Plano Diretor, que define o crescimento da cidade para os próximos anos, incluindo a construção de complexos de habitação social.

O Brasil tem sido palco nos últimos meses de vários protestos, convocados pelos mais diversos motivos, embora a maioria tenha saído para as ruas para contestar os gastos do Brasil com a organização do Mundial, considerado excessivo por vários grupos, os quais defendem que esses fundos deveriam ser aplicados em áreas fulcrais como Saúde e Educação.

/Lusa

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