Professores prometem dar luta. O ano lectivo pode ser “catastrófico” nas escolas

Miguel A. Lopes / Lusa

A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) alerta que pode avançar com acções de luta na rua, nos tribunais e com greve às avaliações, caso não seja aprovada nenhuma das propostas que consagre a contagem integral do tempo de serviço aos professores. Nas escolas, directores e pais temem um final de ano lectivo “catastrófico”.

Numa altura em que parece certo que o Parlamento vai chumbar a devolução do tempo de serviço aos professores, o secretário-geral da Fenprof, Mário Nogueira, admite que pode haver uma greve dos professores às avaliações a partir de 6 de Junho, sendo que o pré-aviso de greve pode ser entregue até 22 de Maio.

Esta possibilidade pode instalar o caos nas escolas, nomeadamente no caso dos alunos que estão a concluir o ensino secundário, atrasando o lançamento das notas finais e podendo, assim, afectar os processos de entrada no Ensino Superior.

No ano passado, as greves dos professores às avaliações atrasaram o lançamento das notas finais e as matrículas de muitos alunos. Mas os que estavam a terminar o 12.º ano acabaram por passar incólumes à greve. Se o protesto começar mais cedo, como admite a Fenprof, a situação abrangerá também estes alunos que poderão vir a ser lesados, relativamente aos que frequentam o ensino privado, nos processos de acesso à Universidade.

O presidente da Associação Nacional de Directores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP), Filinto Lima, admite no Diário de Notícias (DN) que “o final de ano lectivo pode ser mesmo catastrófico“, realçando que “uma derrota humilhante” no Parlamento poderá deixar os sindicatos “acicatados”.

“Tudo mudou em alguns dias. Se antes eu dizia que as nuvens negras que pairavam desde o início do ano lectivo pareciam estar a dissipar-se, agora essas nuvens parecem-me ainda mais densas”, lamenta Filinto Lima.

“No dia 6 [de Junho] terminam as aulas das turmas dos anos que têm exames: 9.º, 12.º, e desde logo fazemos conselhos de turma. No próprio dia 6 já pode haver reuniões ao final do dia. E essas reuniões poderão ser alvo desta guerra“, acrescenta o presidente da ANDAEP.

O presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap), Jorge Ascenção, admite também que a possibilidade de greve “está a preocupar” os encarregados de educação, mas espera que a situação do ano passado não se repita. “Todos percebemos quão mau foi para as famílias, para os alunos, para os próprios professores e escolas”, salienta em declarações ao DN.

Jorge Ascenção também espera que o Ministério da Educação esteja preparado para assegurar atempadamente a minimização dos efeitos de uma eventual greve, nomeadamente decretando os serviços mínimos.

Da parte da Fenprof, Mário Nogueira destaca que, caso nenhuma das propostas seja aprovada na Assembleia da República, “a campanha eleitoral para as legislativas vai ser marcada em muitos locais pelo 9A 4M 2D [nove anos, quatro meses e dois dias – o tempo congelado aos professores]”.

Além da greve às avaliações, os professores prometem também sair à rua no Dia Mundial do Professor a 5 de Outubro, isto é, um dia antes das legislativas.

A Fenprof pretende ainda avançar com outras iniciativas para dar visibilidade à luta dos docentes, nomeadamente na Volta a Portugal em bicicleta.

“Vai ter escrito nas estradas não é ‘Viva Gamito’, é 9A 4M 2D”, vinca Mário Nogueira, referindo que há também a possibilidade de avançar para os tribunais, nomeadamente contestando a discriminação dos professores do continente em relação à Madeira e aos Açores, em que todo o tempo de serviço congelado foi contado.

ZAP // Lusa

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29 COMENTÁRIOS

  1. VERGONHOSA ESTA CLASSE! SE ESTÃO TÃO MAL PORQUE NÃO SE DEMITEM E VÊM PARA O PRIVADO?! PORQUE NÃO EXIGEM TAMBÉM AOS PORTUGUESES PARA LHES PAGAR UMAS PLÁSTICAS PARA FICAREM COM A MESMA CARA QUE TINHAM HÁ 9 ANOS ATRÁS?
    QUANTO GANHA UM PROFESSOR? PORQUE NÃO O DIZEM ABERTAMENTE? TALVEZ PAREÇA MAL DIZER QUE GANHAM 2, 3 E 4 MIL EUROS QUANDO O ORDENADO MÍNIMO É 600 (SÓ NO PRIVADO).
    DEIXEM DE DAR AULAS DE VEZ E ASSIM FICAM EM CASA MAS A GANHAR O ORDENADO.

    • Tem toda a razão.
      E também não se entende que, para uma necessidade de 55.000 professores, hajam quase 100.000 reclamando serem professores e quererem lugar. Porque o “quadro de pessoal” não é respeitado e todos os anos se assiste ao “7 cães a um osso” ? Interessado nesta situação ? O sindicato que mantêm quotas de 100 mil, e o ministério que joga com uma oferta muito superior às necessidades.

    • As tabelas de pagamento de TODOS os funcionários públicos são públicas e estão em milhares de fontes na internet. Basta ter interesse para a consultar!

      Essas tabelas só não dizem uma coisa, às vezes (muitas) passam 20 anos e os professores continuam ainda contratados, ou no primeiro escalão.

      Onde estão as tabelas de pagamento das entidades privadas? Quantos contratos podem ter antes de entrar para o quadro da empresa no privado???

      SE ESCREVER EM MAIÚSCULAS TENHO RAZÃO NAQUILO QUE DIGO?

      Descubram nessa tabela os que ganham mais de 2 000 euros, já nem falo nos 3, 4 ou 5 000 tal como refere…

      • quem está mal muda-se. O privado é que é bom venham para ele. A questão das tabelas serem publicas é treta como bem sabemos pois ai apenas aparece o base. A somar a esse vem tudo o resto como tambem já sabe.
        tabelas no privado é que era de valor pois aqui um licenciado ganha o ordenado minimo. não existem tabelas nem regras. no publico começam todos nos 1200euros. Não vamos atirar areia aos olhos das pessoas! As maiúsculas não ditam a verdade, servem talvez para chamar a atenção.

        • Ó tretas, quem o lê poderá pensar que o que Vc. diz resulta de um impulso irreflectido, se não fruto de ignorância, inveja ou até jeito para aldrabar.
          E neste seu retruque ao amigo Carlos Simões, Vc. parece confirmar algo do que acabei de dizer. Então para si «a questão das tabelas serem públicas é treta… pois aí apenas aparece a base».
          O tretas pensa que o que se passa com bastante frequência no sector privado, com salários mínimos legais e mais UM ou DOIS por fora, se passa também no sector público?
          Depois “gabar-se” que aí, no privado, «um licenciado ganha o ordenado mínimo», pode não ter grande significado. É que os salários têm que dizer respeito sobretudo às funções a desempenhar e não propriamente às habilitações escolares ou académicas dos trabalhadores. Mas apesar disso, não deixo de lamentar que situações dessas existam por esse País fora.
          A si, meu caro, o que digo a este respeito é o mesmo que Vc. diz em relação aos professores: «quem está mal que se mude». Foi assim que fiz ao longo dos meus 65 anos de trabalho, se quis andar para diante.
          De resto, isso também se passa com professores. Deixam a profissão para no SECTOR PRIVADO ganharem mais e deixarem de ter tantas consumições.
          Não falar à toa é de bom tom. Deixemo-nos de tretas, que não conduzem a nada.

          • tipico dos FP, são todos uns coitados e que se fartam de trabalhar!
            pelo que entendo no seu texto são 65 anos de FP por isso é como estar numa bolha!
            sim é verdade, invejo não ter um tio, primo ou enteado que me coloque na FP. Falta-me esse pré requisito. Quanto a receber consoante a função desempenhada, é melhor rever o que fala pois não se entende que um FP diga isto uma vez que são os primeiros a defender progressões baseadas no factor tempo. A idade é um posto como se diz na gíria e na FP é igual. décadas a progredir e a fazer exactamente o mesmo. No privado é que é mas nãop os vejo a sair do vosso conforto. talvez quando vão trabalhar para as empresas privadas dos FP´s a gerir projectos por ajuste directo. Mas isso não é trabalhar no privado. Mais uma ilusão.
            Mas é saudável expressarmos a nossa opinião e contrapormos as dos outros

            • Pois é, caro tretas, é saudável expressarmos a nossa opinião. Pena que Vc. não tenha expressado nada. O que aqui deixa não passa, uma vez mais, de estereótipo, de conversa fiada, de ideias fixas decalcadas do que vai ouvindo. Ter ideias próprias implica pensar, e pensar pressupõe tem conhecimento, coisa que vai faltando a quem se atreve a falar do que não sabe.
              Na sua tentativa de rebater o meu comentário, não há uma frase que faça sentido. Acha mesmo que os meus 65 anos de trabalho são de funcionário público? Aos f. p. bastavam, até há pouco tempo atrás, 36 anos. A partir daí poderiam candidatar-se à reforma.
              Inveja ter um familiar que o coloque na Função Pública, diz o tretas. Bem me parece que o que anda aí é uma ponta de inveja. Mas não precisa de ninguém para que essa inveja dê lugar ao que pretende. Vc. mesmo pode resolver isso. Prepare-se e quando a F. P. abrir concursos submeta-se ao que melhor se ajuste à sua pretensão. Pode ser que consiga um “lugar ao sol”…

              Quanto a receber consoante a função a desempenhar, não tenho que rever nada, o que disse é o que é, ou acha que um engenheiro colocado numa grande superfície, por exemplo, com a função de transportar, do armazém para as prateleiras, os produtos a expor tem de ganhar como engenheiro? Ou, na F. P., outro engenheiro ou um enfermeiro que trabalham num guiché ou fazem de motorista devem ganhar como engenheiro ou enfermeiro?

              Isto nada tem que ver com as progressões salariais na F. P. a que Vc. se refere ao dizer que são «décadas a progredir e a fazer a mesma coisa». Se Vc. desconhece a razão de ser das progressões salariais, o problema é seu. Mas não foram os f. p. que criaram esse sistema. Foram, sim, os governos, porque só ao Estado isso interessa, visto ser uma forma subtil de poupar dinheiro, não de gastar, porque enquanto o funcionário não progride, está com um salário inferior ao devido.
              «No privado é que é» diz o tretas. Pois é, mas não compare o privado de hoje com o privado das décadas de 50 e 60 do século passado. Desse privado você nem faz ideia, mas eu sei bem como era. Por isso, meu caro, a tal respeito não pense que me dá lições.
              De resto, tal como dantes, os maiores salários continuam a ser auferidos no sector privado.

  2. Isto apenas mostra o egoísmo puro desta classe, é o “venha a nós o resto do País que se lixe”, que se lixe o governo, que se lixem os alunos, que se lixem os funcionários do Privado, que se lixem as outras classes de funcionários do público, que se lixe o futuro do País, o que interessa é encherem-nos os bolsinhos, no meio disto tudo ainda há quem tenha a coragem de se dizer que não há portugueses de 1ª e de 2ª? Digo já que nunca fui tão contra os comunistas como sou hoje, isto porque apesar de todos os defeitos do meu País ainda adoro Portugal e não quero um novo resgate, não quero uma nova troika.

    • Esclarecido é que não é. A troika esteve cá por causa dos professores?? Alguém obrigou os “governos” a terem carreiras com regras de progressão?? Que depois dizem por actos “que não era a sério”?? Dito por não dito é agora o novo normal? Meteram-se no c#$%lho do Euro e depois não sabem lidar com isso (sim, é TUDO culpa disso!!!, sem euro nada disto iria acontecer) e a população é que paga?? Deixam os politicos e respectivas famílias invadirem completamente as administrações de toda a Banca, promovem os negócios “delirantes” da dita, põem os impostos a tapar esses “””erros””” colossais e a culpa é dos professores?? Acham bem, lindo e maravilhoso uma sociedade com salário mínimo de miséria?? E que toda a gente tem de ganhar isso, quando não, são um bando de egoístas?? A vossa solução é a “miséria para toda a gente” ??A vossa ideia é não haver escapatória a não ser uma escravidão encapotada e miséria para todos (ou quase)? Então benvindos à URSS! Malditos cumplices.

  3. Só parte para a greve quem tem bons salários, só assim podem sustentar a família sem receber.
    Nessa fasquia estão os transportes rodoviários públicos, o metro, os comboios, os barcos, os enfermeiros e também os professores, entre outros.
    Que os professores queiram ter umas dispensas justificadas para não terem que trabalhar (ou lá o que fazem) vamos ter que aceitar, são os efeitos da dita democracia, agora que, com os seus actos, venham a criar o caos nas escolas prejudicando todos aqueles em prol dos quais deveriam trabalhar é que não me parece nada democrático.
    Além disso, a par de outros funcionários públicos, foram os que mais regalias têm tido, até o salário mínimo é mais elevado.
    Os governantes já disseram que não há dinheiro para isso, provavelmente porque também o gastam indevidamente, o que precisam mais para entender que não estão a prejudicar o governo, prejudicam fundamentalmente os alunos e seus familiares, para além da restante população.
    Se se consideram portugueses de segunda, estando beneficiados, imaginem como se devem considerar aqueles portugueses que perderam os trabalhos e ficaram sem rendimentos, aqueles que ficaram sem as casas, aqueles que tiveram que emigrar para sobreviver, etc..
    Sr. Mário Nogueira, é já tempo de parar de agitar a sua classe olhando apenas para o seu umbigo, há mais necessidades no país para além dos professores.
    O mesmo serve também para os enfermeiros.
    Já estão a perder o apoio da população, essa luta já enjoa, já receberam alguma coisa (bastante), agora deixem que o restante povo possa também respirar, o dinheiro público não é propriedade dos funcionários públicos, é de todos os portugueses.
    Basta desta bosta.

  4. Esta gente está é toda mal habituada. Porque isto da progressão de carreira é uma boa mama, pois mesmo sem terem mérito, tem sempre direito a recompensa!
    Eles que venham para o privado e aí terão mesmo que trabalhar para isso!!!
    E já agora era bom que se tornasse publico, a média de tempo de baixa medica (fraudulenta) dessa gente!!!
    Alias, de toda a função publica!!!
    No privado, até iam trabalhar mesmo doentes…

  5. É só anormais e mentecaptos os anteriores comentários. Perguntas simples : quem aprovou os ordenados na função pública ? Outra pergunta simples : quem aprovou o estatuto da carreira docente e os outros dos outros funcionários públicos ? Os ditos trabalhadores privados, se um dia o patrão chegar ao pé deles e lhes disser agora tem que ficar 10 ou 15 anos a ganhar o mesmo porque não há guito , o que dizem ou o que fazem ? Diz o sábio português: pimenta no cu do outro é refresco !!!!!
    Não há dúvida que é necessário rever tudo, mas o que aconteceu aos ordenados dos banqueiros públicos e do banco de Portugal, não ultrapassam largamente o ordenado do PR. Quanto aos trabalhadores privados, convém lembrar que durante décadas receberam e não declararam ( agora não é tão fácil que a AT está melhor apetrechada e cruza dados) e agora queixam-se de reformas de miséria comparativamente com os funcionários públicos que tiveram que declarar o que receberam, mas querem enganar quem , os do alzeimer !!! Enfim num país de invejosos, aldrabões e burros tudo é possível fazer com o beneplácito da turba. Passar bem !!!

    • “Quanto aos trabalhadores privados, convém lembrar que durante décadas receberam e não declararam” … Se vc sabia disso e não denunciou, tornou-se cúmplice, porque tanto peca quem rouba como quem fica a ver…

      • Joca, não venha com a desculpa do «tornou-se cúmplice», porque isso é desculpa para dizer sem dizer. Mas já agora, sabia que, se antes de 1993 Vc. já trabalhava, se calhar descontou sem descontar? Ou seja, descontar um dia por ano podia corresponder a um ano de descontos? Sabia? E sabia que depois dessa data, passou a ser obrigatório descontar pelo menos 120 para que um ano lhe fosse contado?
        Se calhar não sabia. E dependeu de onde tenha trabalhado, pois até poderia ter descontado os anos completos, como eram obrigados os funcionários públicos. Mas se não fez os seus descontos como deveria ter feito, agora não se queixe da reforma que tem ou venha a ter, porque aí também será cúmplice do azar que tem ou poderá ter. Aliás terá de ter, porque se não tiver é favorecido em relação aos trabalhadores do Estado.
        São só algumas notas a propósito de se ser cúmplice.

        • Pois é Sr. Sérgio … Sei tudo isso e muito mais. Como por exemplo trabalhar 60 horas por semana 260 dias/ano. Fui func público durante 5 anos e saí, lá só aprendi a roubar e não fazer nada ou pouco. Não podia ser inteligente nem tão pouco ter iniciativa de propor melhorar o que estava mal. No privado onde estou à 32 anos, dou o litro de boa vontade, porque sou recompensado e, quando não fui, procurei quem me merecesse. Troquei 3 vezes de trabalho,(não foi de emprego) e não me queixo da reforma que vou ter(se tiver). Queixo-me sim de não ter fim de semana de 2 dias, 30 dias de férias ou 22 uteis, pontes, sindicato a pedir para mim e acima de tudo, não ter horas ou dias para apoiar os meus filhos (reuniões escolares) sem que isso diminuísse o orçamento familiar

          • Caro Joca, inteiramente de acordo consigo, excepto quando diz que como funcionário público que foi só aprendeu a roubar. É que para concordar consigo neste ponto, teria de o tratar de outra maneira e fazer aquilo que Vc. gostaria que o Asdrubal tivesse feito: denunciá-lo.
            Claro que essa aprendizagem de que fala não passa de uma metáfora, mas poderia dizer as coisas de outro nodo para não induzir ninguém em erro.
            O resto, meu Caro, é a vida, e para a enfrentarmos temos de cerrar os dentes. Trocou 3 vezes de trabalho. Eu troquei 5, duas das quais ainda na década de Cinquenta. Assim teve de ser se quis andar para diante.
            Agora, se se queixa por não ter fins-de-semana de dois dias, cada um sabe de si. Eu também não os tive durante anos. Mais tarde passei a ter dia e meio.
            E férias, se não as tem é porque lhe convém, certamente, pois hoje toda a gente as tem.
            Toda esta conversa por causa do problema dos professores. E a vulgaridade com que tantos pseudocomentários tentam abordar a questão não favorece a compreensão sobre a mesma. É pena que tanta gente fale sem saber o que está em causa. Também encontro motivos para discordar de algumas matérias em prática no mundo da docência. Mas neste caso, os professores têm razão, tanto mais que não estão a exigir aquilo a que o Governo teimosamente se apega para passar por estar a proceder bem.

            • Caro Sr. SÈRGIO… Não pense que não denunciei. Só que a visibilidade das denuncias nos anos 80 era outra, entende? Tudo era abafado pelas chefias, coniventes na situação. E quando falo de aprender roubar, não é metáfora. Era mesmo roubar, receber subornos por dar vantagens no fornecimento de materiais, eram facturados 3 fornecimentos e só 2 vinham para o Instituto. Além de pagamentos em dinheiro dentro de envelopes, que vi com os meus olhos.

          • Caro Joca, só agora me apercebi do aviso da sua resposta ao meu anterior comentário, e embora fora de tempo, não quero deixar de lhe responder.
            Sempre que me refiro aos funcionários públicos procuro fazer incidir as minhas observações apenas em quem trabalha nos hospitais e outros serviços de saúde, nas escolas, nos museus, nas bibliotecas ou em muitas delas, nos estabelecimentos prisionais e em outros serviços administrativos. sei que por aí o pessoal não abunda; em muitos casos fica aquém das necessidades, sendo obrigado a trabalhar por ele e pelo que não existe, além de ser, em muitos casos, mal pago.
            Em contrapartida existem serviços em que há pessoal a mais. Culpar este pessoal por isso não faz sentido porque a sua redistribuição cabe aos governos, que muitas vezes nem sabe o que se passa por lá.
            Como disse no início, é a estes profissionais que me refiro, normalmente em sua defesa, por conhecer relativamente de perto as áreas em que actuam.
            Mas tenho de reconhecer que, no âmbito dos serviços do Estado há muita coisa que se me escapa. É o caso das ditas empresas públicas e até de câmaras municipais. É possível que por aí seja mais fácil acontecerem situações parecidas com a que o joca refere. Nesses sectores nunca presenciei aproveitamentos ou crimes como o que o joca diz ter conhecimento, mas cheguei a assistir a conversas que me deixaram com a pulga na orelha.
            Agora, uma coisa e certa: não podemos meter toda a gente no mesmo saco. Felizmente que a grande maioria é gente honesta que tem de ser respeitada e acarinhada, pois dela depende o melhor funcionamento possível da administração coisa pública, sem a qual a sociedade fica sem orientação.

    • Caro Asdrúbal, não é só de agora. Foi sempre assim. Quando não se tem mais nada na “mona”, tem-se inveja.
      Mesmo quando os funcionários públicos ganhavam metade, ou menos, do que os trabalhadores privados, mas tinham de andar bem apresentados, de gravata e tudo, os privados, patrões e trabalhadores ditos mais espertos já não podiam com o funcionário do Estado.
      Se fosse possível fazer com que essa gente, que é bem mais do que a que parece, passasse a viver como que não houvesse funcionalismo Público, que seria a mesma coisa que não haver Estado, durante um mês, talvez essa gente passasse a ter uma ideia diferente da que a enferma. Como não é possível, temos que aguentar.
      E a sociedade emancipada com que sonhei há 45 anos? Foi só um sonho…

  6. Vão lamber sabão! A maio parte dos que conheço do privado não declara o que recebe e vêm para aqui arrotar postas de pescada!
    Aliás um privado que vive de subsídios do estado e recebeu biliões da mama da União Europeia.
    Um patronato, sim patronato, miserável que vive e trabalha como se estivesse na Revolução Industrial e que tem uma mentalidade dos países subdesenvolvidos!

  7. Uma classe de Chupistas e que se julgam superiores ao resto da População. Existem Professores do 1° Ciclo que se aposentam com mais de 2.000 Euros por mês, mas sempre querem mais e se julgam a fina flor dos Funcionários Públicos.
    Há mais de 13 anos que sempre tem greves dos auxiliares de Educação e sempre são à sexta feira o que é estranho e deve ter mão do sindicato Comunista (Fenprof)

  8. …esta já foi uma classe tão nobre, hoje é um lixo.
    Bastou pouco mais de um ano para destruírem tudo o que quem veio antes de vós com tanto sacrifício criou.
    Agora são uma vergonha nacional.
    Pior mesmo é que estamos reféns destes parasitas para educar os nosso filhos nestes princípios de chantagem e puro egoísmo, e isso é ainda mais grave.

    • És tão esperto e nem sabes quem és nem o que andas cá a fazer.
      Então estás refém desses parasitas para educar os teus filhos?
      Não sabes que a educação dos teus filhos é contigo? Se a tiveres para a dar…
      E não sabes que até a instrução, ou seja o que caba à Escola, também podes ser tu a dá-la?
      A lei permite isso. Tens é de, no final, pôr os teus filhos a saber LER, ESCREVER E CONTAR, para o que têm de prestar provas co mo se na Escola andassem.
      Assume-te e depois critica.

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