Professor de Direito que ataca feminismo está a ser julgado por violência doméstica

José Sena Goulão / Lusa

Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa

Francisco Aguilar, professor na Faculdade de Direito de Lisboa, está a causar polémica devido a conduta que escolhe para dar as suas aulas. O professor que leciona algumas cadeiras do mestrado em Direito, aproveita as aulas para se dirigir às mulheres como pessoas “desonestas”, e ataca o feminismo.

Segundo o Público, o professor de direito tem optado por temáticas controversas na altura de lecionar as unidades curriculares de Direito Penal IV e Direito Processual Penal III.

Julgar os agentes do “socialismo de género e identitário” como se julgaram os crimes do Holocausto, estudar as mulheres como “tribo vítima”, os “grupos LGBT” como “tribos aliadas”, e o “homem branco cristão e heterossexual” como “tribo bode expiatório”. Encarar a “violência doméstica como disciplina doméstica” e a “advocacia dita de género ou de violência doméstica” como “do torto contra a família”. Comparar as mulheres a pessoas desonestas, “espertas”, e canalhas. São estes os temas que o professor aborda.

Os polémicos assuntos levaram a direção da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa a retirá-los da sua página da Internet. Em resposta ao Jornal Público, a direção da faculdade justificou que “a situação está a ser analisada pelos órgãos competentes da faculdade”.

Francisco Aguilar reagiu à polémica instaurada e referiu ao Público: “Estou na faculdade há 30 anos. Há uma questão de respeito e vou esperar que seja possível a justa composição desta situação. Não posso abdicar da minha liberdade científica”.

Ao mesmo tempo que surge este assunto, o professor de Direito está a ser julgado pelo crime de violência doméstica no Tribunal Criminal de Lisboa. Segundo o despacho de acusação do Ministério Público, Aguilar foi acusado por uma sua ex-aluna –  dez anos mais nova – com quem teve uma relação em Junho de 2015, e que terminou em 2016.

De acordo com Público, o alvo não é apenas o feminismo. O professor critica a maçonaria, o feminismo, e o que chama de “marxismo cultural”.  Um dos tópicos de um dos programas é: “A suástica, impante do triunfo da vontade da nova deificada casta das senhoras, flutua orgulhosa no Ocidente: para lá do círculo branco o cor-de-rosa substitui o vermelho”.

Francisco Aguilar já tinha sido criticado numa reunião do conselho científico da faculdade a propósito de um pedido de voto de repúdio feito pela colega Inês Ferreira Leite, também professora de Direito Penal, na sequência da publicação de um texto na Revista de Direito Civil da Faculdade. No texto sugere o “derrube dos Estados Feministas do Ocidente”.

Contudo, na altura, o conselho científico respondeu que não era o órgão adequado para apreciar o assunto, “nem lhe compete emitir votos de repudio, além de que a liberdade de expressão deve ser ponderada”, pode ler-se na ata.

Ao jornal Público, Inês Ferreira Leite, explica o que a motivou a fazer queixa ao conselho científico: “O artigo gerou alguma estupefação no meio académico porque não é científico, não corresponde a doutrinas que sejam sustentadas ou analisadas por outros professores. Além de que é discurso de ódio contra as mulheres e as pessoas que não são cristãs”, afirma.

Quanto aos programas, a professora considera que “colocam em causa o sistema constitucional sem validade científica”. É um programa opinativo. Não permite que um aluno que tenha uma visão diferente se consiga rever e cumprir a unidade curricular”.

Como “única professora de direito penal, mulher, assumidamente feminista que fez júris do Centro de Estudos Judiciários, e eleita para o Conselho Superior de Magistratura”, Inês Ferreira Leite teme que o colega possa passar das palavras aos atos, disse ao Público.

A Associação de Estudantes da Faculdade de Direito também reagiu ao assunto e lançou um comunicado. Filipe Gomes, o presidente explica que a associação defende “a dignidade de todos por igual e que não deve existir um plano de estudos que possa não respeitar estes valores de igualdade”.

O presidente revelou que entrou em contacto com a direção da faculdade, que lhe garantiu estar a “tomar diligências”.

  ZAP //

 

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20 COMENTÁRIOS

    • Quem escreve em maiúsculas sofre de prepotência crónica e é malcriado. Escrever em maiúsculas é falta de etiqueta de internet, pois é como quem fala a berrar como um porco na hora da matança. Isso é claro, é uma expressão de autoritarismo, apanágio da esquerda identitária.

  1. O Advogado diz que as mulheres são desonestas ou “espertas”… Sacrilégio!.. Mas as mulheres ou os homossexuais dizerem que a masculinidade é “tóxica”… Tá-se bem!..

    A esquerda identitária lançou guerra ao sexo masculino (sobretudo se for rico, famoso e com mais de 50 anos) mas que escândalo alguém dizer “guerra aos estados feministas”.

    A associação de estudantes apresenta queixa e diz que quer igualdade na universidade. Esquecem-se é de dizer que igualdade para eles é as mulheres terem cada vez mais direitos sem parar e os homens terem de deixar de ser como são.

    “Aguilar foi acusado por uma sua ex-aluna – dez anos mais nova – com quem teve uma relação em Junho de 2015, e que terminou em 2016” – ora cá está… Mais uma a tentar sacar dinheiro a um gajo rico e cota. O padrão de comportamento metoo. A sociedade ocidental nunca foi tão equalitária entre os géneros como hoje. No entanto nunca houve tanta histeria à volta dos feminismos. O que é que isto prova? Para já a cobardia das metoos que não vão fazer protestos na Índia nem no Afeganistão onde as mulheres são verdadeiramente discriminadas e violentadas. Ai que objectivos tão nobres e corajosos… Em segundo lugar, prova que tudo isto não passa de frustrações de mulheres mal amadas e mal resolvidas. Esta aluna pensou que tinha dado o golpe do baú e que tinha a passagem de ano garantida. Correu-lhe mal, quer vingar-se.

    Inês Ferreira Leite teme que o colega possa passar das palavras aos atos… Eis a cartilha ditatorial do feminismo metoo: Tentar proibir quem não concorda de abrir a boca. Desde Jordan Peterson a Christina Hoff Sommers, todos os que tentaram falar e exprimir a sua opinião contra o feminismo de quarta vaga (metoo), foram silenciados anti-democraticamente por manifestações e protestos que invadiram os espaços onde eles estavam a falar. Daqui a pouco estão a queimar os livros destes livres pensadores, como os Nazis, estas FemiNazis.

  2. A este professor fizeram-lhe muita falta as aulas de cidadania que alguns dos nossos iluminados contestam. Os professores Cavaco Silva e David Justino provavelmente ,também, terão optado por temáticas controversas
    Qual igualdade de género, qual carapuça!!

  3. É ofensivo ou contrário à Lei o meu comentário para ter sido censurado? Ou é simplesmente porque não acompanha a narrativa do politicamente correcto?

  4. Ah, e ele não está a ser julgado por violência doméstica … está a ser atacado e acusado por uma sirigaita ressabiada que não aceitou a separação !
    É completamente diferente !

  5. Toda a gente sabe que o estado é misandrico, contra o homem vale tudo!..
    O feminazismo domina a TV a par dos subservientes gays!..
    Afinal a única coisa que interessa são os colinhos, alguém que pague a reforma das mulheres pois vivem mais 6 anos em média, alguém que as mantenha nos golpes da barriga patrocinados pelo estado misandrico.. colinhos nas provas de acesso!.. o homem apenas serve para as manter!.. já há grandes diferenças no acesso a faculdades e ensinos, mas não vejo incentivos para os homens, apenas as mulheres importam ?!.. qd esta estão em minoria é o fim do mundo e qd é o homem?!.. afinal não é para haver equilíbrio, como é fácil desmontar o feminazismo!..
    E matar bebés aos milhões , afinal são direitos humanos!…são direitos humanos a mulher mandar na vontade do homem, afinal o homem não precisa de ter vontade própria, faz o que mulher mandar.. ou melhor depende da carteira e do saque!.. E mulher na fogueira?!.. não é?!!.. para mim é quase igual, até acho que vale mais a vida de um bebê do que alguém que já viveu!..
    Viva o feminazismo , e os paus mandados gays!..

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