Nem a morte (ou os fãs a cantar) impediram Prince de defender os seus direitos de autor

(dr) Robert Reiff / Warner Brothers

Prince em “Purple Rain”

Estrela maior da música norte-americana, Prince tornou-se conhecido por proteger agressivamente os direitos de autor das suas músicas. E mesmo após a sua morte, os detentores dos direitos das suas obras continuam a defender a vontade do cantor, perseguindo sem quartel qualquer (alegada) violação.

Apesar de o artista anteriormente conhecido como Prince ter morrido há dois anos, os direitos de autor das suas músicas não deixaram de ser acerrimamente defendidos. Desta vez, os herdeiros do artista norte-americano exigiram que o vídeo de um tributo ao seu maior sucesso, “Purple Rain”, de 1984, fosse removido das redes sociais.

No dia da morte do ídolo pop, o fotojornalista Aaron Lavinsky, do Star Tribune, jornal local da cidade natal do músico, Minneapolis, publicou no Twitter um vídeo de fãs a cantar em uníssono na rua o clássico da obra de Prince. O vídeo, que tinha sido retweetado 13.500 vezes, desapareceu entretanto de forma misteriosa.

Segundo explicou o jornalista, a distribuidora Universal Music, proprietária dos direitos de autor das canções de Prince, exigiu que o vídeo fosse removido.

A Universal baseou a sua posição no controverso Digital Millennium Copyright Act, de 1998, “uma ferramenta importante para os artistas protegerem a sua propriedade intelectual na internet”, observou Aaron Lavinsky no Twitter.

Mas uma grande empresa abusar do sistema para exigir a remoção de um simples vídeo, cantado por fãs na rua e filmado por um fotógrafo de jornal, “não está certo“, sustentou Lavinsky. “Este era claramente um caso de Fair Use” da obra de um artista, diz.

A posição da Universal gerou na internet inúmeras reacções negativas, que tudo indica, segundo revelou no Twitter o próprio Lavinsky, levaram a produtora a voltar atrás e a retirar o pedido de remoção do vídeo.

A decisão, diz o Star Tribune, permite que “continue vivo um dos mais belos momentos da história da música: o vídeo viral dos fãs a cantar Purple Rain na noite da morte de Prince“, que se encontra de novo acessível no post original de Lavinsky no Twitter.

Unanimemente aclamado pelos críticos, que elogiam o seu trabalho, a versatilidade a compor, tocar, cantar e dançar e as suas extraordinárias performances, Prince é considerado uma das maiores estrelas da música pop de todos os tempos.

Prince manteve sempre uma posição dura quanto à distribuição da sua obra online, e guardou zelosamente os seus trabalhos durante toda a carreira. Entre outras posições extremas, o artista impedia a publicação de vídeos gravados durante os seus espectáculos e de covers das suas músicas.

A Universal já tinha pedido, em 2007, que uma mãe removesse do YouTube um vídeo de 30 segundos do filho a dançar “Let’s Go Crazy”, de Prince.

O caso acabou por chegar ao Tribunal de Recurso dos Estados Unidos. O mês passado, a Universal chegou a um acordo extra-judicial com a mãe da criança, Stephanie Lenz.

O vídeo, “Dancing Boy”, permanece assim no YouTube, onde já foi visto quase dois milhões de vezes – e onde se podecavaliar com clareza a enorme ameaça que o menino representa para a propriedade intelectual de Prince.

ZAP // RFi / Billboard

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