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Portugal tem o Rt mais baixo da Europa. Espanha e Reino Unido também ocupam o pódio

José Sena Goulão / Lusa

O confinamento em Portugal tem resultado e a prova disso é que o país regista agora o índice de transmissibilidade (Rt) mais baixo da Europa, de acordo com as estimativas do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA). Situa-se assim atrás de países como Espanha ou Reino Unido.

O Rt em Portugal, ou seja, o número médio de casos secundários resultantes de um caso infetado, é estimado em cerca de 0,67, disse o especialista Baltazar Nunes durante a reunião do Infarmed, que se realizou esta segunda-feira.

Baltazar Nunes frisou que este “é o valor mais baixo desde o início da epidemia”, sendo que se encontra “abaixo de 1 em todas as regiões do continente e das regiões autónomas”, sublinhou.

Em comparação com a Europa, Portugal conta agora com o valor do Rt mais baixo. Seguem-se Espanha (com um valor que ronda os 0,75) e Reino Unido (à volta dos 0,80). Por outro lado, há pelo menos 12 países com o valor superior a 1.

De salientar que alguns especialistas sublinharam que este não é o único indicador a seguir para avaliar a evolução da pandemia. Segundo o ECO, no que diz respeito à incidência do vírus, Portugal situa-se ainda entre os que contam com mais novos casos.

Portugueses têm dificuldade em entender restrições da pandemia

Através da realização de um questionário, percebeu-se que cerca de um em cada cinco cidadãos considera difícil perceber as restrições e as recomendações das autoridades de saúde para lidar com a pandemia em Portugal. E se a informação for obtida através da comunicação social, a situação piora: 37% tem dificuldade em perceber se a mesma é fiável, avança o Expresso.

Estas são duas das principais conclusões de um estudo feito a partir da ferramenta COSMO (Covid-19 Snapshot MOnitoring), criada pela Organização Mundial da Saúde com o objetivo de entender os comportamentos da população que têm um peso decisivo para travar a propagação do vírus.

Ainda assim, as autoridades de saúde ainda são em quem os portugueses mais confiam, a julgar pelo facto de 67% dos inquiridos ter posto a Direção-Geral da Saúde como a fonte mais importante de informação da pandemia, logo seguida dos médicos de família (59%).

A regra de isolar em confinamento os casos positivos e os contactos próximos recolhe uma vasta aprovação, de 81% dos inquiridos, num estudo que contou com uma amostra de 750 participantes.

Relativamente às vacinas, quase metade dos inquiridos só aceita a toma se esta for gratuita (46%), praticamente a mesma percentagem que sente que a decisão de ser vacinado seria influenciada pelo risco de infeção na altura em que esse momento chegasse (42%),

  Ana Isabel Moura, ZAP //

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