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Portugal não atinge imunidade de grupo sem vacinar crianças

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Vasco Célio / Lusa

Para alcançar a imunidade de grupo vai ser necessário vacinar 90% da população, dando assim oportunidade a Portugal para conseguir controlar a pandemia, afirma o epidemiologista Manuel Carlos Gomes.

Numa entrevista da Renascença a dois especialistas em epidemiologia, publicada esta quinta-feira, Manuel Carmo Gomes, membro da Comissão Técnica de Vacinação da DGS, avança que a vacinação em crianças “tem sido objeto de discussão”, e não garante que esta arranque em agosto.

O epidemiologista realça que a vacina da Pfizer pode ser administrada a pessoas entre os 12 e os 18 anos, tendo sido aprovada e comprovadamente segura e eficaz.

“Outras se seguirão. A Moderna já terminou ensaios em jovens entre os 12 e os 18 anos e a AstraZeneca está também a trabalhar nisso. Quase todas as farmacêuticas mais avançadas já estão a fazer ensaios em crianças, até já abaixo dos 12 anos”, afirma o epidemiologista.

A meta para atingir a imunidade de grupo, inicialmente estimada em 70%, foi entretanto revista, sendo agora estimado que seja necessário atingir os 85% de portugueses vacinados para que se obtenha imunidade de grupo no país.

Em entrevista à SIC Notícias, no início deste mês, o coordenador da task force nacional de vacinação, vice-almirante Gouveia e Melo, disse acreditar que “estaremos totalmente protegidos ou… fortemente protegidos” em meados de setembro.

“Na altura, achávamos que a imunidade de grupo se atingia com 70% de primeira inoculação e 50% de segunda inoculação”, começou por dizer Gouveia e Melo em relação à estimativa inicial, segundo a qual a imunidade de grupo seria atingida em agosto.

Nós, entre 8 e 15 de agosto, vamos atingir essa meta” e “iremos atingir 85% de primeiras inoculações em setembro – segunda ou terceira semana – e também atingiremos nessa altura os 70% de segundas inoculações”, explicou o coordenador da task force.

Gouveia e Melo admitiu que as vacinas não têm chegado “ao ritmo que desejávamos” e que todas as que chegarem a partir de agora devem ser rapidamente administradas.

A 23 de junho, Gouveia e Melo tinha admitido que poderia haver um atraso nas metas de imunidade de grupo em Portugal.

O coordenador da task force adiantou então haver cerca de 47% da população vacinada com a primeira dose e 30% com a vacinação completa, referindo que mais não é feito porque não tem sido possível: “Não tem sido por falta de capacidade do sistema, mas pela disponibilidade de vacinas e pela regularidade na entrega”, frisou.

O responsável da task force para a vacinação apontou a redução de vacinas por parte de duas marcas – sem especificar quais – assim como diversos adiamentos que têm acontecido, como condicionantes à aceleração do processo. “Estou a fazer o que posso para otimizar o stock”, garantiu Gouveia e Melo.

Ainda na entrevista desta quinta-feira à Renascença, Carmo Gomes admite que “a vacinação contra a Covid-19 em idades pediátricas tem sido objeto de discussão na comunidade científica. O tema levanta questões éticas”.

Na mesma entrevista, o virologista Pedro Simas salienta não ser especialista em ética, mas afirma que a vacinação entre os 12 e 18 anos é uma responsabilidade parental e cívica, sendo que a prioridade é a meta de vacinação.

Mas apesar de não haver neste momento qualquer garantia de que Portugal consiga chegar a curto prazo à tão desejada imunidade de grupo, Pedro Simas acredita que também “é cedo para dizer que não conseguimos“.

  Tifany Santos //

25 Comments

      • Os que acreditam na ciência nunca mais vão morrer… vão ficar todos para semente! E as farmacêuticas são as nossas melhores amigas e querem o melhor para nós… desde que não sejam responsabilizadas pelos efeitos secundários do medicamento experimental que estão a testar na população e desde que continuemos a pagar-lhes bem para nos massajarem os ombros e nos sussurrarem ao ouvido: “Vai ficar tudo bem!”

        • “A ignorância é atrevida”…
          Ninguém acredita na ciência porque a ciência não é uma crença/religião nem depende da fé!
          Quando estiveres doente, não recorras à ciência/medicamentos; reza e acredita e, pode ser que deixes de ser assim…

  1. Quantas crianças faleceram de covid em Portugal? Quantas acham que podem vir a falecer ou terem reações adversas graves pela dita experiência? Acham mesmo que vale a pena correr o risco? Deixem as crianças em paz. Ou faz parte de alguma agenda tudo o que está implementado?

      • Costuma se dizer que Deus dá nozes a quem não tem dentes, se calhar é o caso de pessoas que não usam a massa cinzenta e partem para o ataque a quem usa mas não importa.

    • Ignorância no seu melhor! Como eu disse antes: Selecção natural, os que não acreditam na vacina vão-se e ficam os que acreditam na ciência. Resolvido

    • Espero bem que não tenhas crianças… tal como acontece com outras doenças, a única maneira de deixar as crianças em paz é com vacinas!!

  2. A única imunidade que portugal e todos os outros países do mundo vai conseguir com estas ‘vacinas’ é a imunidade da imbecilidade… a sorte é ser o covid, que permite imunidade de grupo ao fim de pelo menos 2 anos que ao andar por aí a girar de país em país, já criou a imunidade que se vai verificando. ou alguém que consiga utilizar os neurónios sem curto circuito, acha que seriam as ‘vacinas’ feitas em contrarrelógio para encher os bolsos dos mesmos do costume e que já nasceram obsoletas que vinham salvar a imunidade de grupo?

    • Se lê-se mais artigos científicos em vez de material sensacionalista saberia que não é possível a imunidade de grupo sem vacina. Mesmo que não acredite já terá notado que países com nível de vacinação baixo e densidade populacional baixo desenvolveram novas variantes, mais mortais que as anteriores. Basicamente, não existe imunidade por selecção natural. Morreriam alguns biliões antes da distância geográfica obrigar a uma selecção natural. Povos com o vírus morreriam, os outros teriam de recomeçar lentamente antes de se “juntarem” a outros povos.

        • Mantenho o que disse, alguns Bilhões. Na terra tem 8 Bilhoes de seres humanos aproximadamente segundo estatísticas. Se morrerem 2 Bilhões a 7 bilhoes… seriam “varios bilhões” como eu disse. 1 bilhão bem distribuido dara continuidade à espécie, mas aprenderíamos com uma amarga experiência de burrice e teimosia.

          • Bilhões?! Isso não existe em Portugal!…
            Na Europa (e em Portugal) é “mil milhões”.
            Por exemplo:
            “Somos quase 8 mil milhões mas isso não é necessariamente uma boa notícia
            Em 1987 a população mundial atingiu a marca dos 5 mil milh​​​​​​ões. 32 anos depois, somos 7,7 mil milhões. O ritmo de crescimento é impressionante: espera-se que em 2050 os habitantes da Terra sejam 9,7 mil milhões.”

            DN, 11 Julho 2019

      • caro Pedro P, é o que tenho feito mais… daí a minha tese inicial… para se desenvolver uma vacina segura, e mais importante (tendo em conta que pouca gente liga à segurança, no entanto posso afiançar que a minha esposa com 43 anos sem patologias graves, com 55 kg, teve uma tromboflebite 1 mês e meio dps da 2ª dose da pfizer…) eficaz (já se fala em 3ª dose da pfizer – a melhor… – devido à variante delta…), e não correu pior porque fomos para as urgências assim que demos conta de vários negros nas pernas… a sorte é ser o Covid amigo. caso contrário já nem havia laboratórios em funções… o que vejo é cada vez mais pessoas na miséria devido a um vírus que na realidade mata 96% de pessoas acima de 80 anos (com todo o repeito, até porque tenho 1 avô e 1 avó ambos com 91 anos).

        • Entendo a agonia, infelizmente somos todos geneticamente diferentes e por uma infelicidade alguns milhares podem desenvolver problemas. Mas por muito frio que seja dizer isto, mais vale alguns milhares do que vários milhões a morrer. Somos muitos neste planeta e era algo que iria acontecer mais cedo ou mais tarde.
          Apenas espero que se aprenda com esta experiência porque numa próxima vez muitos milhoes talvez alguns bilhões morrem de certeza… basta não se encontrar a vacina a tempo

  3. Muito bom não aprovaram o meu post anterior mas a resposta contrária mantém se! Porque será não tem bases para provar o contrário? Seleção natural mesmo pois quem está internado e a falecer são! Pois aos poucos as notícias vão aparecendo mas são só aos poucos.a minha irmã levou a segunda dose um mês depois urgência pois ficou paralisada da cintura para baixo ressonância magnética e consultas de neurocirurgia 30 anos sem patologia saúde de ferro.ainda bem que recuperou se não com duas crianças não ia ser fácil…

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