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Imunidade de grupo poderá ser atrasada. Jovens com mais de 18 anos vacinados a partir de 4 de julho

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Mário Cruz / Lusa

Henrique Gouveia e Melo, coordenador da task force para o Plano de Vacinação contra a covid-19, admitiu um atraso de até 15 dias na meta de 70% de população vacinada com a primeira dose, devido ao adiamento nas entregas de algumas vacinas.

O vice-almirante alertou, durante uma audição na Comissão Parlamentar de Saúde, que “a meta das 70% de primeiras doses prevista para 8 de agosto pode atrasar-se até 15 dias”.

O responsável da task force para a vacinação apontou a redução de vacinas por parte de duas marcas – sem especificar quais – assim como diversos adiamentos que têm acontecido, como condicionantes à aceleração do processo. “Estou a fazer o que posso para otimizar o stock”, garantiu Gouveia e Melo.

As vacinas têm chegado sempre “em menor quantidade“, com constantes adiamentos nos prazos de entrega, e isso pode atrasar em 15 dias o prazo dos 70% da imunidade de grupo, previsto para 8 de agosto.

Na comissão, o coordenador da task force informou que há cerca de 47% da população vacinada com a primeira dose e 30% com a vacinação completa, referindo que mais não é feito porque não tem sido possível: “Não tem sido por falta de capacidade do sistema, mas pela disponibilidade de vacinas e pela regularidade na entrega”, frisou.

Adiantou ainda que o ritmo de vacinação está acima das 100.000 vacinas por dia e, alargando os horários, será possível chegar às 140.000 por dia.

“Se tivermos vacinas para manter esse ritmo ele será mantido e, se possível, ultrapassado”, afirmou Gouveia e Melo, acrescentando que “não está nas nossas mãos, nem nas da população, controlar as vacinas que recebemos”, afirmou.

Numa estimativa, Gouveia e Melo disse que se vão começar a vacinar “pessoas com 20 anos a 4 de julho”.

“Quando digo 20 anos é dos 18 até aos 30 anos. Dentro de 15 dias temos todas as faixas etárias em processo de vacinação”, afirmou o coordenador da task force, durante a audição em comissão parlamentar.

No que diz respeito à variante Delta, o coordenador da task force destacou que “estudos no Reino Unido indicam que uma dose de vacina da AstraZeneca só tem 30% de proteção e que devemos acelerar as segundas doses dessa vacinação”.

A pensar nisso, a Direção-Geral da Saúde fez com que se reduzisse o intervalo entre a primeira e a segunda doses de 12 para oito semanas, de forma a “acelerar o processo de vacinação completo desse público-alvo”, constituído por pessoas entre os 60 e os 80 anos. “É aí que estamos a fazer um esforço e isso já começou a ser feito”, garantiu.

O coordenador da task force revelou ter outras “preocupações”, nomeadamente com a vacinação de grupos como os migrantes, indivíduos detidos nas prisões e outros “grupos desfavorecidos”.

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  Ana Isabel Moura, ZAP // Lusa

2 Comments

  1. Gouveia de Melo, aqui está alguém nesta merda de País que sabe o que está a fazer!!!
    É tão competente que até duvido que seja português!!!
    Por norma “isto” é endossado” a pessoas que não fazem a mínima ideia do que estão a fazer e metem os pés pelas mãos…
    Parabéns a alguém, que faz com competência a função que lhe foi incumbida.
    Obrigado.

  2. Este homem está a dar não uma vacina com testes feitos e aprovados ao longo dos anos, mas a injectar um liquido assassino que está a causar muitas baixas e ainda vai dar mais problemas. Isto não é uma vacina mas um produto experimental Este homem se isto der uma volta vai ser dos primeiros a ser fuzilado quando se fizerem os novos julgamentos Nuremberga II, porque ele está bem consciente e quer vacinar sem explicar às pessoas as consequências.

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