Plano de vacinação arranca em janeiro com três fases. 950 mil pessoas no primeiro grupo prioritário

Hugo Delgado / Lusa

Pessoas com mais de 50 anos com uma patologia frequente nos casos graves de covid-19, residentes e/ou internados em lares e profissionais de saúde integram o primeiro grupo prioritário para a administração da vacina de covid-19.

O primeiro conjunto de pessoas a ser vacinado em Portugal foi revelado esta quinta-feira pelo coordenador do grupo de trabalho criado pelo Governo para definir o plano de vacinação, Francisco Ramos, que detalhou que a vacinação ocorrerá em três fases.

“O primeiro conjunto de grupos prioritários são pessoas com 50 ou mais anos com uma das seguintes patologias: insuficiência cardíaca, doença coronária, insuficiência real e doença respiratória crónica com suporte ventilatória, ou seja, a correspondência exactamente das patologias mais frequentes nos casos graves da doença.

Neste primeiro grupo estão também “as pessoas residentes em lares e internadas em unidades de cuidados continuados e respetivos profissionais, a proteção dos surtos nas populações mais vulneráveis, os idosos”, bem como os “profissionais de saúde diretamente envolvidos na prestação de cuidados e forças de segurança genericamente de serviços essenciais cuja elencagem tem ainda de ser afinada”, explicou.

Ao todo, os grupos prioritários da primeira fase de vacinação abarcam 950 mil pessoas:

  • 400 mil pessoas: pessoas com 50 ou mais anos, com pelo menos uma das seguintes patologias: insuficiência cardíaca, doença coronária,insuficiência renal, doença pulmonar obstrutiva crónica sob suporte ventilatório e/ou oxigenoterapia de longa duração;
  • 250 mil pessoas: profissionais de saúde e residentes em lares e em instituições similares e profissionais e internados em unidades de cuidados intensivos;
  • 300 mil pessoas: profissionais de saúde diretamente envolvidos na prestação de cuidados de doentes e profissionais de forças de segurança e serviços críticos.

Quem for vacinado com uma primeira dose ficará com a segunda programada.

Todos com mais de 65 anos incluídos na segunda fase

Segundo Francisco Ramos, todas as pessoas com mais de 65 anos estarão incluídas na segunda fase de vacinação, independentemente de terem ou não patologias associadas, bem como todas as pessoas com mais de 50 anos, mas com um leque mais alargado de patologias associadas, como a diabetes.

“Está já proposta a definição para uma segunda fase de dois grupos: pessoas com 65 ou mais anos sem patologias, reconhecendo que os idosos são o grupo mais vulnerável. O segundo grupo de pessoas, neste caso a partir dos 50 anos e até aos 64, com o alargamento das patologias – diabetes, neoplasia maligna activa, doença renal, insuficiência hepática, obesidade, hipertensão arterial”.

Na segunda fase serão vacinadas 1,8 milhões de pessoas com mais de 65 anos.

Na terceira e última fase da vacinação está o “resto da população”, disse Francisco Ramos, frisando, contudo, que estes prazos dependerão sempre do ritmo do fornecimento previsto.

O especialista garantiu que a vacinação arrancará em janeiro.

Francisco Ramos explicou ainda que os principais objetivos deste plano passam por “reduzir a mortalidade” e os “internamentos em unidades de cuidados intensivos”.

As três fases por grupos prioritários

O primeiro grupo:

  • Pessoas com 50 ou mais anos com uma das seguintes patologias: insuficiência cardíaca, doença coronária,insuficiência renal, doença pulmonar obstrutiva crónica sob suporte ventilatório e/ou oxigenoterapia de longa duração;
  • Residentes e/ou internados em lares e outras instituição semelhantes;
  • Profissionais de saúde diretamente envolvidos na prestação de cuidados de doentes e profissionais de forças de segurança e serviços críticos.

O segundo grupo:

  • Pessoas com 65 ou mais anos, com ou sem doenças associadas;
  • Pessoas com mais de 50 anos, com diabetes, neoplasia maligna ativa, insuficiência hepática, insuficiência renal, obesidade, hipertensão arterial e outras patologias.

O terceiro grupo:

  • O resto da população portuguesa;

Vacina gratuita, facultativa e universal

A ministra da Saúde, Marta Temido, abriu a conferência de imprensa sobre o Plano de Vacinação e voltou a frisar que a administração do fármaco em Portugal será gratuita, facultativa, universal e através das estruturas do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

A governante frisou ainda que o processo de vacinação terá de ser acompanhado durante “largos meses” pelas regras de etiqueta sanitária, como o uso de máscaras e o distanciamento social, para que os novos casos de covid-19 possam baixar.

Não nos podemos distrair que a disponibilização de vacinas vai ter de continuar a ser acompanhada durante largos meses pelas demais regras”, pelo menos “num período em que ainda não se tenha conseguido alcançar a imunidade”.

Marta Temido considerou ainda que este “é um dia importante” para o país. “Portugal à semelhança daquilo que outros países tem estado a fazer, tem um plano para a distribuição de vacinas (…) É mais um passo de um trabalho que começou há muitos meses”, disse.

O Governo criará ainda um site onde estará toda a informação relevante sobre o processo de vacinação em Portugal e disponibilizará linhas telefónicas de apoio para a população e para profissionais de saúde.

ZAP //

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13 COMENTÁRIOS

  1. Ora pois, a Vacina é facultativa? Então isso quer dizer que afinal o vírus é grave ou não é grave?
    Sendo assim parece que afinal não é grave senão obviamente que a vacina seria obrigatória e transversal a todas as faixas etárias!
    E será administrada calmamente durante todo o próximo ano notem bem o que significa que não há pressa nem urgência. Portanto o vírus afinal é mau ou não é?
    No entanto o estado de emergência e o uso da máscara são obrigatórios e irão continuar no próximo ano. Então mas afinal em que ficamos?
    Isto há tanta contradição que já ninguém se acredita que não hajam outros interesses paralelos.
    Grande negócio internacional realmente é o que podemos concluir. Mas os governos são meros bonecos nas mãos do lobby.

    • Ai Miguel, Miguel…
      Como é que te hei de explicar isto…
      Mesmo que não te vacines e 60% ou 70% da população se vacine, tanto dá que te tenhas vacinado ou não. Passa a haver uma imunidade praticamente total.
      Tens de estar mais atento às notícias e à produção científica que se tem feito neste domínio.

      • A vacina nem obrigatória vai ser o que revela bem que o vírus não é tido como perigoso o suficiente. No entanto o estado de emergência e o uso compulsivo da máscara são obrigatórios apesar de não estarem a surtir efeitos mas para serenar a opinião pública é importante.
        Há que alimentar os lobbys dos laboratórios internacionais.
        Só o PIB da Pfizer é maior que o de Portugal.

      • Fecha essa matraca.
        Já te conheço (comentaste muitas outras notícias no ZAP). Só sabes criticar aquilo que os outros escrevem, e parece que a tua opinião tem de ser a melhor… MAS NÃO É!

        O Miguel José está certo. Se o vírus fosse perigoso, a vacina não seria facultativa, o que é uma estupidez, porque se uma pessoa estiver infetada e não tomar a vacina, vai prejudicar outra (s).
        Também concordo com o Miguel, na medida em que é pedido que usemos a máscara, e que respeitemos o distanciamento, apesar de os números continuarem a aumentar.
        Pois, escrevo agora que, cá em Lisboa, vejo gente sem máscara e, hoje, no supermercado do Vasco da Gama, estava uma multidão a “não-respeitar” o distanciamento físico de dois metros!
        Agora, “Eu!”, ainda achas que podes continuar a referir Portugal como sendo o País das Maravilhas?

        • Oh triste criatura, achas mesmo que eu estou precupado com o que tu pensas de mim??
          Nem tens capacidade para interpretar um notícia, quanto mais…

          • Mas estás preocupado com aquilo que o teu namorado pensa.
            Tenho um, por isso é que escrevo isto.

            Cresce e aparece. Aí em Viana, a coisa está preta… ou branca?

  2. Portugueses alegrai-vos os Centros de Saúde do SNS, que nem o telefone atendem para marcação de consultas de rotina vão ser os principais instrumentos usados pelo SNS para proceder à vacinação.
    Portugueses alegrai-vos os Centros de Saude que nem a Vacina da gripe conseguiram aplicar a grande parte aos seus utentes, maiores de 65 anos, vão agora chamar- vos para serdes vacinados conta o Covid.
    E quem é responsável por isto, por ser incapaz de organizar meios alternativos? A Sr. Ministra da Saude.
    Já viram o impacto económico que vai ter chegarmos ao próximo verão com mais de metade da população por vacinar , e quem é o responsável por isto ? o Sr. Primeiro Ministro.

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