“Pessoas nos estádios e nas discotecas não vai ocorrer nos próximos tempos”

Manuel De Almeida / Lusa

Esta quarta-feira, a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, deu a garantia de que “pessoas nos estádios e nas discotecas não vai ocorrer nos próximos tempos”.

A diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, disse, esta quarta-feira, que os estádios de futebol e as discotecas e bares terão de esperar mais tempo até poderem ter pessoas a frequentá-los de novo.

Segundo a Renascença, a responsável não apontou qualquer data, mas enquadrou estes dois temas com o movimento de regresso às aulas que acontecerá em massa entre 14 e 17 de setembro. “Pessoas nos estádios e nas discotecas não vai ocorrer nos próximos tempos”, disse a diretora-geral da Saúde, acrescentando ser necessário esperar para ver como “corre a entrada nas escolas“.

Sobre a possibilidade de haver público nos estádios de futebol e pessoas a frequentar espaços de diversão noturna, Graça Freitas disse querer enquadrar o tema numa lógica mais vasta das várias fases da pandemia. “Já tivemos muitas fases nesta epidemia, e estamos agora numa fase diferente.”

A responsável frisou que, neste momento, no período pós-férias, estamos a “caminhar para a normalidade”, mas isso acarreta um conjunto acrescido de riscos. “Mais mobilidade gera mais contatos, e mais contatos mais casos.”

“Faz parte do ciclo da nossa vida social. Por precaução o Governo já tinha acautelado voltarmos à contingência”, referiu. O regresso às aulas é uma das razões para, neste momento, bloquear outras atividades que juntem grupos grandes de pessoas.

Assim, Graça Freitas diz que a opção é ser cauteloso e só abrir quando estiverem sedimentados os resultados do regresso às aulas.

Nas últimas 24 horas, Portugal registou 646 novos casos de covid-19, o maior número de novos casos diários desde 20 de abril. Jamila Madeira, secretária de Estado Adjunta e da Saúde, referiu que este “não é um número que nos deixe felizes nem satisfeitos”, explicando que estará em causa o regresso das férias e a retoma do trabalho.

A secretária de Estado referiu também que, face a esta “realidade de retoma”, está-se “perante um foco sobretudo na transmissão familiar“.

Em relação à suspensão dos testes da fase final da vacina que a AstraZeneca está a desenvolver contra a covid-19, Rui Ivo, presidente do Infarmed, referiu que “a paragem foi feita no sentido de perceber a sua reação” no paciente, que “pode estar relacionada com a administração da vacina ou não”.

“A fase três trata-se de uma fase de ensaios”, pelo que o objetivo é “podermos perceber efetivamente todos os aspetos relacionados com a eficácia da vacina, mas também com a sua segurança”, para se “chegar à etapa final”. No entanto, a vacina só chegará quando houver garantias da sua eficácia e segurança.

ZAP //

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