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País pode já ter ultrapassado pico de contágios. Matemático defende confinamento até ao fim de março

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Manuel Fernando Araujo / Lusa

De acordo com o matemático Henrique Oliveira, Portugal pode já ter ultrapassado o pico de contágios na terceira vaga. A única exceção do país é a região de Lisboa e Vale do Tejo, onde os números continuam sem estabilizar. Especialista defende confinamento até ao final de março.

As estatísticas, e os números que diariamente têm sido divulgados, começam a mostrar os resultados do confinamento. As infeções por covid-19 estão a baixar lentamente e, segundo o Instituto Superior Técnico, Portugal pode já ter alcançado o pico de contágios.

Contudo, a região de Lisboa e Vale do Tejo continua a resistir a esta descida. Ainda assim, já há um pequeno abrandamento nos novos casos e o pico pode também estar próximo. Nem por isso, dizem os especialistas, a população deve baixar a guarda nos cuidados a ter, uma vez que o risco continua elevado, o que pode ser explicado pela presença mais significativa da variante britânica.

Relativamente ao número de mortes, este deverá começar a abrandar muito ligeiramente na próxima semana, mas vai manter-se alto durante bastante tempo, alerta Henrique Oliveira, matemático e professor no Instituto Superior Técnico. “Vamos ficar a um nível acima dos 100 mortos por 40 dias(…) Vai ser muito duro”, indica em entrevista à SIC.

O especialista adianta ainda que nos hospitais os internamentos vão continuar a subir e estes vão estar sob grande pressão pelo menos durante um mês.

Mesmo com a esperança da vacina, o professor garante que o impacto desta ainda não vai ser notado ao longo do mês de fevereiro, reiterando que, caso o “processo corra bem” durante nas próximas semanas, talvez em março se comecem a notar os resultados.

“Este confinamento não pode ser curto. Se for curto voltaremos outra vez aos piores níveis mundiais”, diz o matemático. Por isso, defende que as atuais regras se devem manter pelo menos até 22 de março, sendo que é nessa altura que deve ser decidida a reabertura do comércio e das escolas.

Henrique Oliveira estima que no final de março, Portugal irá ter 21 mil mortes – mais 8 mil do que as que contabiliza atualmente.

Os cálculos do investigador foram feitos tendo em conta os níveis de incidência atuais, por isso os números futuros podem melhorar ou pior, dependendo do agravamento das variantes do vírus e do comportamento da população.

Foram reportados 260 mortes e 5549 novos casos de covid nas últimas 24 horas, segundo os dados atualizados do boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde (DGS) desta terça-feira (2 de fevereiro).

  Ana Moura, ZAP //

1 Comment

  1. Também sou Matemático. E esta descida em termos de infetados e de mortos é uma grande aldrabice. Na semana passada, registaram-se 16432 casos e 303 mortes e, por magia, já estamos nos 5000 e tal? Não se fazem testes, por isso é que não há casos.
    Mas vamos esperar pela tarde de hoje. Parece que é o único dia da semana em que a DGS quer revelar a verdade ao povo.

    Saudações amigas do cliente

    matemático.

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