OMS diz que é tecnicamente errado dar doses adicionais de vacinas (no mesmo dia em que DGS admite 3.ª dose)

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Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS)

No dia em que a DGS admitiu a terceira dose da vacina em Portugal, a OMS defende que o facto de os países mais pobres estarem atrasados na vacinação favorece “o aparecimento de novas variantes que podem ser mais potentes do que a Delta”.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) defendeu ser tecnicamente errado dar doses adicionais de vacinas contra a covid-19 quando uma grande parte da população mundial continua por imunizar, propiciando a circulação e mutação do coronavírus.

É tecnicamente errado e errado do ponto de vista moral“, afirmou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, na videoconferência de imprensa regular da organização sobre a evolução da pandemia de covid-19, transmitida esta quarta-feira da sede em Genebra, na Suíça.



Para o responsável, é moralmente errado que países avancem com o reforço da vacinação quando outros, os mais pobres, ainda nem inocularam a sua população, por falta de vacinas.

Por outro lado, o reforço vacinal com doses adicionais, a seu ver, é tecnicamente errado, porque sem uma “grande parte da população” mundial vacinada, está a dar-se ao novo coronavírus “a oportunidade de circular”, favorecendo “o aparecimento de novas variantes que podem ser mais potentes do que a Delta” – atualmente a mais contagiosa de todas em circulação – e escaparem à proteção dada pelas atuais vacinas.

“A administração de doses de reforço não nos ajudará a recuperar da pandemia”, sustentou, reiterando que a OMS pediu uma moratória temporária sobre as doses adicionais para que os países mais pobres consigam vacinar a sua população.

O dirigente da OMS relembrou que ainda não há “dados conclusivos” sobre os “benefícios e segurança” da toma de doses adicionais de vacinas contra a covid-19.

As declarações do diretor-geral da OMS surgem no mesmo dia em que se soube que a Comissão Técnica de Vacinação Contra a Covid-19 já entregou um parecer à Direção-Geral de Saúde (DGS) com a lista de doenças em que se recomenda a terceira dose da vacina.

Henrique Gouveia e Melo, coordenador da task force, realçou que ainda “não há nenhuma decisão sobre a terceira dose da vacina” e que a DGS está a avaliar o assunto.

Mais tarde, Graça Freitas admitiu que a administração de uma terceira dose de vacina pode vir a ser administrada a dois grupos distintos da população.

“A questão da terceira dose tem duas componentes: para os imunosuprimidos é uma outra oportunidade de ficarem imunizados; para as pessoas que tiveram a sua vacinação, mas porque são velhos, doentes ou terem outra condição que não os deixou duradouramente protegidos, está a ser equacionado um reforço. São estes estudos que estão a ser feitos e que têm muito a ver com a duração da imunidade”, afirmou.

ZAP // Lusa

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