Novo Banco anuncia acordo com um terço dos emigrantes lesados

António Cotrim / Lusa

Manifestação dos lesados do papel comercial do BES, promovida pela Associação dos Indignados e Enganados do Papel Comercial, em frente a sede do Novo Banco, em Lisboa

O Novo Banco já chegou a acordo com dois mil dos sete mil emigrantes que subscreveram produtos comerciais aos balcões do BES e que agora reclamam a devolução das suas poupanças, disse à Lusa fonte oficial da instituição.

“A adesão à solução para os clientes emigrantes está a correr de forma muito positiva”, sublinha a mesma fonte, adiantando que à data de sexta-feira, dia 31 de julho, a adesão se traduzia em “duas mil propostas a clientes assinadas”, quase “um terço dos clientes”, conclui a mesma fonte.

Segundo a mesma fonte, aos 7.000 casos correspondem aplicações num valor global de 720 milhões de euros.

O Novo Banco começou a apresentar aos emigrantes, há pouco mais de uma semana, uma solução comercial, para reaver o dinheiro, investindo nos produtos Poupança Plus, Top Renda e EuroAforro e aguarda agora a aprovação da maioria dos sete mil clientes para avançar.

Segundo a mesma fonte, a solução comercial teve de ser autorizada pelo Banco de Portugal e prevê a assinatura prévia dos clientes para que o Novo Banco e o Credit Suisse possam anular os veículos financeiros. Só depois será possível avançar com a proposta comercial que garante pelo menos 60% do capital investido, e liquidez se essa for a opção, assim como um depósito anual crescente a seis anos, que possibilita recuperar no mínimo 90% do capital investido.

Uma solução que, segundo Amélia Reis, uma das porta-vozes do Movimento dos Emigrantes Lesados, com sede em França, não agrada aos clientes.

Em declarações à Lusa a 21 de julho, esta porta-voz disse mesmo que se mantêm as manifestações previstas para dia 10 de agosto em Lisboa, de 26 de setembro em Paris e, depois, todos os últimos sábados a partir de outubro na capital francesa, “a não ser que haja um milagre antes”. A mesma porta-voz explicou que a proposta que está a ser apresentada aos clientes emigrantes “não é milagre nenhum, só é pior”.

A situação dos emigrantes não é a única que o Novo Banco tem para resolver, depois da resolução do BES em agosto do ano passado. Segundo a mesma fonte, desde outubro do ano passado que o Novo Banco está a resolver situações que tinham como ativos subjacentes dívida sénior do BES que transitou para o Novo Banco.

Segundo os dados facultados à Lusa pelo Novo Banco, as soluções apresentadas desde Outubro envolveram um total de quase 14.000 clientes e um valor aplicado de 2.120 milhões de euros.

Ainda segundo a mesma fonte, em matéria de depósitos, e tal como o Expresso noticiou na semana passada, o Novo Banco ultrapassou pela primeira vez o BES, numa base comparável.

Um resultado que foi possível porque desde setembro do ano passado os depósitos aumentaram seis mil milhões de euros, quatro mil milhões em 2014 e cerca de dois mil milhões este ano.

Em termos de concessão de crédito, segundo a mesma fonte, o Novo Banco continua a liderar a linha PME Crescimento, um veículo de apoio às pequenas e médias empresas nacionais, com uma quota de mercado de 24,1%, num total de 203 milhões de euros de crédito concedido.

/Lusa

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