“Nenhuma circunstância política” fará Medina deixar a Câmara de Lisboa

Manuel de Almeida / Lusa

O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina

O atual presidente da Câmara de Lisboa garantiu que “nenhuma circunstância política” o fará deixar a autarquia e que irá “cumprir integralmente o mandato”, se tiver de novo a confiança dos lisboetas.

Na semana em que apresentou a sua recandidatura à autarquia lisboeta, em que pôde contar com a presença do primeiro-ministro e secretário-geral do PS, Fernando Medina deu uma entrevista ao semanário Expresso, publicada esta sexta-feira.

O autarca prometeu aos lisboetas que, se vencer as eleições autárquicas agendadas para setembro, irá cumprir o mandato na íntegra, não tendo outras ambições políticas.

“Recebendo de novo o privilégio de ser presidente da Câmara Municipal de Lisboa – e é assim que o entendo, porque é mesmo um privilégio –, cumprirei integralmente o mandato”, afirmou.

“Se ganhar a confiança dos lisboetas, de novo, para poder executar o mandato a que me proponho, serei presidente da Câmara Municipal de Lisboa durante os quatro anos. Não há nenhuma circunstância política – não estou a falar de um problema de saúde grave, que espero que não aconteça –, não há nenhuma circunstância política que me fizesse não cumprir esse compromisso com os lisboetas”, garantiu ainda.

Questionado sobre se acredita que irá conseguir maioria absoluta nestas eleições, Medina prefere passar a bola aos eleitores, pois são eles que “vão decidir qual a expressão do resultado” que terá.

O autarca socialista admite que houve coisas que ficaram por fazer, justificando-se com o necessário foco da Câmara na pandemia de covid-19, que surgiu no ano passado.

“Houve coisas que tínhamos como objetivo e não concretizámos totalmente e coisas que não tínhamos no programa e realizámos. Há ano e meio que toda a ação da câmara está focada na resposta à pandemia, com apoios a todos os setores, a testagem e vacinação, mas avançámos em áreas centrais do programa. Podemos olhar nos olhos dos lisboetas e dizer que cumprimos com o que é fundamental”, declarou.

Ainda questionado pelo semanário se acredita que António Costa vai recandidatar-se a primeiro-ministro, em 2023, Medina disse esperar que isso aconteça.

“Espero, para o país e para o PS, que seja recandidato em 2023 e que ganhe de novo a confiança dos portugueses. António Costa mostrou não só ser um muito bom secretário-geral do PS como um excelente primeiro-ministro. Foi testado em circunstâncias que muito poucos foram testados: gerir uma crise que nenhum de nós geriu numa circunstância política muito difícil de Governo de minoria, em que é preciso construir os equilíbrios e forças para manter um país a funcionar, a gerir uma crise desta natureza. Gostaria mesmo que fosse candidato em 2023″, explicou.

Fernando Medina é presidente da Câmara de Lisboa desde 2015, tendo sucedido no cargo a António Costa. Para a corrida à presidência da autarquia foram até agora anunciadas, além da do socialista, as candidaturas de Carlos Moedas (coligação PSD/CDS-PP/PPM/MPT/Aliança), João Ferreira (CDU), Bruno Horta Soares (IL), Nuno Graciano (Chega), Beatriz Gomes Dias (BE), Manuela Gonzaga (PAN), Rui Tavares (Livre) e Tiago Matos Gomes (Volt).

ZAP //

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