“Não há almoços grátis”, diz Marques Mendes

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António Cotrim / Lusa

Luis Marques Mendes

Marques Mendes afirmou, este domingo, no seu espaço de comentário na SIC, que “não há almoços grátis” e que o caso das viagens pagas a altos quadros dos Ministérios das Finanças e da Saúde não é “nada normal”. Quanto ao deputado social-democrata: “fez muito, muito mal” em aceitar.

No habitual espaço semanal na SIC, Marques Mendes comentou este domingo o caso das viagens à China pagas por uma empresa parceira da tecnológica Huawei a altos quadros dos Ministérios das Finanças e da Saúde.

Segundo o Expresso, o ex-líder do PSD afirma que até pode não estar em causa um crime mas que a situação em causa não é normal e que “não há almoços grátis”.

“Têm funções executivas, podem ter de tratar de compras do Estado, e quem tem de tratar de compras do Estado tem de conhecer as empresas potencialmente fornecedoras, isso é normal”, reconheceu o comentador.

No entanto, Marques Mendes realça que “o que já não é normal é ir visitar as empresas potencialmente fornecedoras com viagens e deslocações pagas por essas empresas”. Para o social-democrata, “uma empresa não investe milhares de euros numa deslocação de uma pessoa apenas por simpatia“.

O Expresso, que inicialmente avançou a notícia, garante que o ministro da Saúde tenciona tomar uma decisão sobre o futuro dos quadros do seu Ministério ainda esta segunda-feira. “Uma posição firme” de Adalberto Campos Fernandes que, se se vier a concretizar, merecerá “o nosso cumprimento”, disse o comentador.

Deputado do PSD “fez muito mal”

Quanto ao caso do deputado social-democrata Sérgio Azevedo, Marques Mendes não tem dúvidas de que “fez muito, muito mal” em aceitar viagens pagas por empresas privadas.

Fez muito, muito mal em ter ido à China custeado por esta empresa”, disse. “Um deputado não tem funções executivas, não trata de compras para o Estado, portanto não se percebe qual é a razão profissional que o levou a fazer isto”, acrescentou.

Para o comentador, há duas hipóteses que explicam esta viagem: “ou foi fazer turismo à custa de uma empresa e como deputado não deveria ter aceite essa situação ou, mais grave ainda, foi pago por uma empresa que pensa que vai ter a ajuda dele no futuro“.

Na sequência da polémica à volta da sua viagem à China, Sérgio Azevedo já disse que não foi realizada sob as funções que desempenha como deputado à Assembleia da República.

“Mantenho a convicção de que, quer no plano ético quer no plano da licitude, agi em conformidade”, afirmou numa nota sobre esta assunto divulgada no final de julho.

  ZAP //

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