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Ministério Público afasta prisão preventiva de Joe Berardo

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O Ministério Público (MP) não pretende pedir prisão preventiva de Joe Berardo. A idade, os problemas de saúde e o facto de os factos em investigação serem muito antigos justificam a decisão.

O Público avança que o Ministério Público não pretende pedir a prisão preventiva do empresário madeirense Joe Berardo no final do primeiro interrogatório do arguido, que vai arrancar esta quinta-feira no Tribunal Central de Instrução Criminal (TCIC), em Lisboa.

Os procuradores deverão pedir ao juiz Carlos Alexandre para decretar uma caução elevada para acautelar os perigos de perturbação do inquérito e de continuação da atividade criminosa por parte do comendador.

A idade (76 anos), os problemas de saúde e o facto de parte dos factos em investigação serem muito antigos, terá levado o MP a decidir pedir ao juiz de instrução a aplicação de uma medida não privativa da liberdade.

Joe Berardo passou a noite nas instalações da PJ, depois de ter sido detido na terça-feira. Esta quarta-feira, o madeirense e o seu advogado, André Luiz Gomes, foram presentes ao juiz Carlos Alexandre, no TCIC, mas apenas foi feita a sua identificação. Pouco depois das 20h a diligência foi dada como suspensa.

Esta quarta-feira, a TVI avançou que o MP indiciou Berardo e Luiz Gomes por mais quatro novos crimes – falsidade informática, falsificação de documentos, abuso de confiança qualificada e descaminho ou destruição de objetos colocados sob o poder público –, que acrescem àqueles de que já eram suspeitos (burla qualificada, fraude fiscal e branqueamento de capitais, ficando de fora o crime de administração danosa, que deverá ser indiciado a um dos restantes arguidos).

A PJ e o Ministério Público levaram a cabo uma megaoperação que visou a detenção, com mandato emitido, do empresário madeirense pela forma como conseguiu obter, em 2006, empréstimos da CGD, que em 2015 ainda revelavam uma exposição do banco público à Fundação Berardo na ordem dos 268 milhões de euros em créditos mal parados.

Em causa está a forma como montou um esquema de dissipação de património e dinheiro, através de empresas-veículo, para conseguir escapar aos credores.

  Liliana Malainho, ZAP //

10 Comments

  1. Vá, vamos lá empatar isso durante 10 anos que é para prescrever!
    Afinal essa é a especialização da justiça portuguesa!

  2. Se fosse o Zé povinho… Já estava lá dentro.
    Se fosse preso. Se calhar já não arrastava o processo
    Vergonha de País.

  3. Este senhor e outros como ele, muitos deles exaltados como grandes empresários e afins, são os principais culpados pelo desfalque das contas nacionais. Ficam a dever ao banco… eternamente ? Não, quem acaba por pagar a conta somos todos nós ! Nós somos todos lesados de gente desta laia. Emproeirados e cheios de falinhas mansas. Há os criminosos em série, em que as suas acções vão impactando este e depois aquele. E depois, existem os criminosos em paralelo, como este e o salgado e outros assim, em que os lesados são às carradas de cada vez. Os piores !

  4. Este país está pior que a Mafia. Se fosse o Zé povinho… Ficava lá dentro, mas como é o “rico teso” que conhece os mafiosos … Se ficar preso, já não podem arrastar o processo. É preciso um novo 25 de Abril neste país.

  5. Pois, precisamente o mal é os factos serem muito antigos o que justificaria mais ainda que a justiça recuperasse o tempo perdido, mas como esta funciona para safar esta malandragem engravatada, acontece isto, e com os administradores dos Bancos acontece precisamente a mesma coisa, tudo uma ceita de malfeitores que arruínam o país e ficam-se a rir com o rabinho de fora!

  6. Vivemos num mundo de provocadores e maioritariamente o provocado é que é condenado. O juiz, não procura saber as causas do provocado agredir ou abater o provocador. É assim a justiça dos homens.
    Depois temos os provocadores vitimizados, choram lagrimas de crocodilo para sensibilizar e enganar a justiça.
    Regra geral os marginais quando cometem um crime, não interessa o tipo, antes de o cometer nunca pensam nas consequências, nunca se lembram, dizem eles, da família e na saúde, o que conta é alcançar os objectivos. Depois, quando são descobertos é que se lembram da família e da saúde, deles, porque na família dos outros não se preocupam.
    Criminoso sempre foi assim, seja ele de colarinho branco ou pé rapado. A única diferença entre o colarinho branco e o comum, o primeiro, quando é comentado logo ameaça com a justiça fazendo-se vítima da sociedade que prevaricou.

  7. É só este? e cadé os outros??? é começar pelos Gerentes e Directores da Banca. em tempos eu já solicitei um crédito no valor global de (Dois milhões e quinhentos mil euros 2.500€) já liquidei e nada devo a estes Senhores, agora estou parado, acordo de manha e vejo como está o tempo, deixei de dar trabalho a cerca de 500 trabalhadores.
    BIBA Portugal

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