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Morreu o senador republicano norte-americano John McCain

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Astrid Riecken / EPA

O senador republicano John McCain

O senador republicano norte-americano morreu este sábado, vítima de um cancro no cérebro, um dia depois de a sua família ter anunciado que o senador tinha decidido parar com o tratamento da doença.

John McCain, considerado um herói de guerra, candidato às eleições dos Estados Unidos contra Barack Obama, morreu aos 81 anos.

“O senador John Sidney McCain III faleceu às 16h48 do dia 25 de agosto de 2018. A sua mulher Cindy e a sua família estavam junto do senador quando ele morreu”, declarou o gabinete do senador republicano em comunicado.

McCain será enterrado no próximo domingo, dia 2 de setembro, na Academia Naval de Annapolis, em Maryland, depois de dois velórios, um em Washington e outro em Phoenix (Arizona). Em Washington, o senador será homenageado na rotunda do Capitólio, a sede do poder legislativo norte-americano. McCain será o 13º senador velado no local, honra reservada a muito poucos.

Tal como o pai e avô, almirantes de quatro estrelas, McCain dedicou-se a servir o país: primeiro como piloto de caça e depois como político.

Em 1967, o seu avião foi abatido durante uma missão de bombardeamento no norte do Vietname. John McCain, gravemente ferido com fraturas nos dois braços e no joelho direito, é detido pelas forças vietnamitas e passa mais de cinco anos como prisioneiro de guerra, até 1973.

O facto de o pai ser almirante e comandante-chefe das forças dos EUA no Pacífico, fez com que o governo do Vietname do Norte lhe tivesse oferecido a libertação ao fim de um curto cativeiro, se reconhecesse ter cometido crimes de guerra.

No entanto, McCain recusou qualquer tratamento de favor, alegando que o código militar estabelece que os prisioneiros são libertados pela ordem em que foram capturados. Isto significou para o senador mais cinco anos de prisão e tortura no “Hanoi Hilton”.

Ao regressar aos Estados Unidos, John McCain foi recebido como herói na Casa Branca pelo então Presidente Richard Nixon, mantendo até hoje a aura de “American Hero” – apesar da opinião de Trump.

Aposentado da marinha em 1981, McCain mudou-se para o estado do Arizona e foi aí que desenvolveu a maior parte da carreira política, tendo sido eleito para a Câmara dos Representantes em 1982 e para o Senado em 1986.

Como político, defendeu o reatamento das relações diplomáticas com o Vietname e opôs-se ferozmente à tortura, denunciando as práticas usadas pelos serviços secretos norte-americanos (CIA) em interrogatórios sob a Presidência de George W. Bush, depois dos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001 nos EUA, que levaram à invasão do Iraque, em 2003.

Em 2000, tentou concorrer pela primeira vez à Presidência norte-americana, mas perdeu nas primárias republicanas contra George W. Bush.

À segunda tentativa, em 2008, foi o candidato republicano escolhido, derrotando Mike Huckabee, Rudolph Giuliani e Mitt Romney. Perdeu a corrida à Casa Branca para o vencedor das primárias do Partido Democrata, Barack Obama, regressando ao cargo de senador pelo Arizona.

Obama emitiu um comunicado emocionado, sobre o seu rival nas eleições de 2008, de quem disse que “poucos superaram os testes que ele superou como prisioneiro de guerra”.

“John McCain e eu fomos membros de gerações diferentes, viemos de contextos completamente diferentes, e competimos no nível mais alto da política”, afirmou Obama. “Mas partilhamos uma fidelidade a algo superior: os ideais pelos quais gerações de americanos e imigrantes lutaram, combateram e se sacrificaram”.

Muitas pessoas, em ambos os lados do espectro político americano, recordam ainda como McCain reagiu quando, durante a campanha de 2008, um de seus eleitores criticou Obama e lhe chamou “árabe”. “Não, senhora. Ele é um homem de família decente“, replicou McCain, que pediu a seus simpatizantes que não tivessem “medo” de uma possível Presidência de Obama.

Desde dezembro de 2017 que McCain não comparecia às sessões do Senado devido aos problemas de saúde.

Poucos dias depois de ter sido diagnosticado com um tipo agressivo de cancro, em julho de 2017, McCain atrasou o início do seu tratamento para poder votar contra a revogação do Obamacare, do ex-Presidente norte-americano Barack Obama, contrariando os planos do atual líder da Casa Branca, que queria pôr fim à reforma na Saúde implementada pelo seu antecessor.

Em maio, o senador republicano começou a preparar a sua cerimónia fúnebre, juntamente com amigos mais próximos e conselheiros. Em maio, o The New York Times revelou que o republicano tinha dado instruções às pessoas mais próximas para que Donald Trump não vá ao seu funeral e que em sua vez vá o vice-presidente Mike Pence.

  ZAP // Lusa

4 Comments

  1. O McCain era meio maluco, mas além de ter sido um herói (e prisioneiro) de guerra, nos últimos anos foi-se apercebendo do perigo para os EUA (e o mundo!) da chegada ao poder de palermas populistas como o Trump!…
    O cobardolas do Trump (que nunca fez nada pelos EUA – pelo contrário, aproveita-se dos EUA e dos americanos) ainda teve a lata de dizer que se fosse ele não teria sido apanhado… claro que não: um menino mimado cobarde como o Trump (que nem sequer foi militar!), teria fugido para muito longe dos combates!…

  2. Herói?
    O “Wet Start” McCain?
    O Song Bird Maccain?
    O “no MIA” McCain?
    O ISIS McCain?
    O “Bomb, bomb, bomb Iran MaCain”?
    O “Oleg Dripaska” McCain?

    Menino mimado…
    Sabe de quem foi filho?
    Sabe em que é que o pai esteve metido, já agora?

    • teu nome deve ser MONO OU TONTO!
      Deves ter sido algum daqueles cobardes que delam o salto para França nos anos 60 ou então…és imbecil de nascença. Ele há cada besta!

  3. Oy vey… muitos sionistas trolls por aqui. Imbecil foi a tua mãe, traidor! Disse alguma mentira, idiota? Vai para Israel, bolchevique!

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