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“Não há dúvida”. Militar espanhol morre depois de tomar a vacina da Astrazeneca

Fred Tanneau / AFP

O Ministério da Defesa de Espanha confirma que um militar, de 35 anos, morreu devido a uma reação adversa grave provocada pela vacina da AstraZeneca para a covid-19.

O cabo Francisco Pérez morreu, no dia 24 de abril, depois de sofrer uma “trombose nos vasos cerebrais com trombocitopenia e hemorragia cerebral”.

A ministra espanhola da Defesa, Margarita Robles, disse esta segunda-feira que o militar faleceu 17 dias após a toma da vacina da AstraZeneca.

Citada pelo jornal El Pais, Margarita Robles revela que as perícias médicas concluíram que a morte do cabo Pérez, que estava destacado num quartel em Navarra, foi consequência da administração da vacina para a covid-19.

“Nos relatórios médicos que nos deram, parece que não há dúvida de que a consequência foi a administração da vacina”, disse a ministra durante uma visita ao quartel onde trabalhava o militar.

De acordo com o jornal El Español, os documentos indicam que após a vacinação, o cabo sofreu fortes dores de cabeça e agudos desconfortos, que o fizeram recorrer ao kit de primeiros socorros e posteriormente ao pronto-socorro de um posto de saúde, de onde foi encaminhado para uma clínica, falecendo dias depois.

Margarita Robles diz que, apesar da “notícia muito dura” da morte do militar, “é importante que as pessoas se vacinem” para ficarem imunizadas contra o vírus que já matou mais de 3,2 milhões de pessoas em todo o mundo.

Até à morte do militar espanhol, tinham sido detetadas 222 tromboses em 35 milhões de doses da vacina da AstraZeneca administradas no espaço da União Europeia.

  Ana Isabel Moura, ZAP //

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