Máscaras de proteção desapareceram do Hospital de Elvas

Maxim Shipenkov / EPA

A Unidade Local de Saúde do Norte Alentejano (ULSNA) abriu um inquérito interno para apurar as circunstâncias do desaparecimento de máscaras de proteção no serviço de Medicina do Hospital de Santa Luzia, em Elvas.

“Não podemos qualificar se se trata de um furto ou não. Participámos às autoridades policiais esta circunstância e temos aberto um inquérito para apuramento do que aconteceu”, disse hoje à agência Lusa Joaquim Araújo, vogal executivo do conselho de administração da ULSNA, de que faz parte o hospital de Elvas, no distrito de Portalegre.

O mesmo responsável admitiu que o desaparecimento de máscaras de proteção da unidade hospitalar, que ocorreu no passado fim de semana, poderá estar relacionado com o novo coronavírus (Covid-19) oriundo da China.

“Esta situação poderá ter a ver com esta problemática [surto de Covid-19] e as pessoas, especialmente os funcionários, numa atitude defensiva, julgamos nós, tomam esta medida, mas só o inquérito eventualmente poderá esclarecer”, disse.

O Correio da Manhã, que avançou com a notícia esta terça-feira, refere que é necessário um código para aceder à zona do hospital de onde as máscaras terão sido retiradas. Em causa estão “salas protegidas”, segundo conta o matutino.

Joaquim Araújo não quantificou o número de máscaras de proteção que desapareceram, uma vez que ainda está a ser feito o “apuramento de tudo”.

No entanto, garantiu que a situação “não põe em perigo qualquer fornecimento aos serviços” e afastou a possibilidade de ser feito comércio com as máscaras. “É grave, não nego a situação porque aconteceu, mas já foram tomadas medidas para salvaguardar tudo”, acrescentou o mesmo responsável.

O surto de Covid-19, que pode causar infeções respiratórias como pneumonia, provocou mais de 3.100 mortos e infetou mais de 90 mil pessoas em cerca de 70 países e territórios – incluindo quatro em Portugal -, tendo cerca de 48 mil recuperado.

Duas mil desapareceram em Marselha

Duas mil máscaras cirúrgicas desapareceram de um hospital de Marselha, cidade no sul de França, em plena crise ligada à epidemia de Covid-19, anunciaram também esta terça-feira fontes do agrupamento de hospitais da região.

As caixas de máscaras estavam guardadas no bloco central do hospital público de “la Conception” com acesso reservado ao pessoal de saúde autorizado e eram destinadas aos pacientes no bloco operatório, disse fonte da Assistência pública – Hospitais de Marselha (AP-HM), confirmando uma informação inicialmente dada pelo La Provence.

“A AP-HM já abriu um inquérito interno para encontrar os autores deste roubo” assegurou a direção do hospital. A AP-HM divulgou uma nota interna para o pessoal hospitalar do bloco “para lembrar que o uso das máscaras está estritamente reservado à prática profissional”.

No seguimento deste roubo, foram distribuídas informações pela AP-HM para “proteger os ‘stocks’ (máscaras, soluções hidroalcoólicas) e para evitar que este tipo de incidentes volte a acontecer”. As autoridades tranquilizaram os utentes, indicando que “o ‘stock’ restante é suficiente para assegurar a atividade do bloco e que foram emitidas novas ordens para a reposição rápida”.

ZAP // Lusa

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