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Máscaras vieram para ficar. Mas pode haver exceções

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A máscara de proteção individual vai continuar a fazer parte do nosso dia-a-dia. No entanto, pode haver exceções para os já vacinados contra a covid-19.

O Governo convidou os especialistas a criarem um novo plano e novas regras para o país gerir o combate à pandemia de covid-19 quando estiver completa a vacinação de “todos com mais de 60 anos”.

De acordo com o Público, coube a Raquel Duarte, da Administração Regional de Saúde do ​Norte e do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto (ISPUP), traçar as linhas para o futuro.

A proposta de plano da pneumologista, que foi entregue esta semana e que envolveu o matemático Óscar Felgueiras e especialistas de várias áreas do conhecimento, servirá de base à estratégia do Executivo para os próximos meses.

A especialista adiantou ao diário que a vacinação tem de se manter no ritmo atual e a testagem maciça e o cumprimento, na generalidade, das medidas individuais têm de continuar a acontecer.

Os peritos admitem o alívio de algumas medidas ao longo do tempo, mas dizem que algumas restrições vieram mesmo para ficar. É o caso do uso de máscara e da prática do distanciamento físico, que vão continuar a ser “fundamentais” para o sucesso desta nova fase.

Ainda assim, os especialistas admitem a possibilidade da dispensa da utilização da máscara em contextos específicos para quem já foi totalmente vacinado (pessoa que recebeu duas doses da vacina há mais de 14 dias).

“A utilização da máscara vai manter-se, mas é evidente que já se prevê que em alguns contextos para populações vacinadas possa não ser necessário o seu uso”, revelou Raquel Duarte.

“Tem de existir sempre uma avaliação de risco que tem de ter em conta não só a vacinação, mas também a idade, as comorbilidades e até o contexto em questão. E, mais uma vez, é proposta essa avaliação de risco no documento”, acrescentou.

No fundo, é necessário ter em conta vários fatores, como a vacinação, a testagem, as variantes, os internamentos e ainda as infeções nos mais jovens.

Apesar disso, será necessário criar oportunidades para a população poder socializar em segurança. Raquel Duarte disse ao Público que a proposta entregue visa um aumento da liberdade a “conta-gotas”.

“Há vontade de socializar e de voltar à vida normal. É inevitável que ocorra uma intensificação dos contactos, mas é importante que isso seja feito em segurança. Se forem criadas essas oportunidades, será sempre benéfico. Avizinha-se o verão, o bom tempo. Vamos ter que planear essas atividades”, adiantou.

  Liliana Malainho, ZAP //

1 Comment

  1. Fico um pouco preplexo e céptico quanto ao poder deixar de ser obrigatório o uso de máscara nos contextos referidos enquanto não houver certezas mais concretas sobre quem já foi vacinado e contrair a doença poder ou não ser um agente transmissor. Isto porque a faixa etária mais nova normalmente tem a tendência de se libertar de responsabilidades e obrigações. Talvez fosse aconselhável até alguma penalização para quem não venha a observar com responsabilidade as medidas que vierem a ser julgadas imprescindíveis. Vejamos o que está acontecendo em França e EUA…

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