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Máscaras FFP1 e FFP2 chegam para todos mesmo que se tornem obrigatórias. Procura já disparou

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A Associação de Distribuidores Farmacêuticos (ADIFA) garante que, ao contrário do que aconteceu no início da pandemia, agora é possível alargar o uso de máscaras cirúrgicas simples (FFP1) ou mesmo daquelas que são ainda mais seguras (FFP2) à generalidade da população.

Ao longo dos últimos dias vários países europeus têm avançado com a proibição das chamadas máscaras sociais – também conhecidas como comunitárias ou de tecido – em inúmeros locais públicos, obrigando ao uso das FFP1 ou mesmo das FFP2.

O presidente da ADIFA, Nuno Cardoso, disse à TSF que se Portugal seguir o mesmo caminho, e optar pela obrigatoriedade do uso destas máscaras, não se antecipam problemas de abastecimento do mercado português, por isso não há “razão para alarme”, apesar de admitir que “com a pandemia as situações tornaram-se muito dinâmicas”.

“Consultámos os nossos associados para perceber se haveria limitações nos processos de compra ou nos stocks existentes e, tanto nas FFP1 como nas FFP2, não se antecipam problemas, nesta fase”, refere Nuno Cardoso.

Relativamente aos preços que dispararam quando o coronavírus chegou a Portugal, a Associação de Distribuidores Farmacêuticos detalha que não há razões para se pensar que o mesmo pode voltar a acontecer pois já não se verifica nem se prevê que venha a existir uma “procura muito, muito superior à oferta”.

As máscaras cirúrgicas vêm de vários países do mundo e algumas também são produzidas em Portugal, pelo que se passarem a ser obrigatórias isso não será um problema, afirma o representante deste setor da atividade económica.

O JN avança que o aumento que já se sente na compra de FFP2 levou alguns fornecedores a terem ruturas de stock deste tipo de máscaras, mas a situação deverá ser normalizada em breve.

Já o Jornal de Negócios acrescenta que, sem esperar pelas orientações das autoridades de saúde, várias grandes empresas portuguesas passaram, nos últimos dias, a fornecer aos trabalhadores estas mesmas máscaras com maior capacidade de filtragem. Sem conseguir dar resposta a todos os clientes, várias indústrias já se estão a preparar para investir,  contratar e reforçar a capacidade industrial.

  Ana Moura, ZAP //

4 Comments

    • Se calhar não… até porque pode ser o gajo que forneceu as golas supostamente contra os incêndios a vendê-las agora. Isto é tudo a roubar…

  1. As nossas fábricas que se reconverteram para fabricar máscaras reutilizáveis e certificadas pelo CITEVE, ninguém quer saber disso para nada. Preferem estas coisas importadas na sua grande maioria.

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