Marcelo gastou apenas 7 cêntimos por cada voto que conquistou

José Sena Goulão / Lusa

O presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa

O presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa

Dados disponibilizados pelo Tribunal Constitucional revelam que a campanha de Marcelo Rebelo de Sousa às Presidenciais custou-lhe 179 mil euros – um décimo do que gastou Cavaco Silva em 2011. Sampaio da Nóvoa foi quem mais gastou e quem mais recebeu do Estado.

As contas das campanhas presidenciais, que foram esta quarta-feira publicadas pelo Tribunal Constitucional, mostram que a campanha do atual Presidente da República ficou a meio da tabela em termos de custos.

Quem mais gastou foi Sampaio da Nóvoa (924,7 mil euros), Edgar Silva (581 mil euros), Maria de Belém (541 mil euros), Marisa Matias (303 mil euros) e Henrique Neto (248,7 mil euros).

Na parte de baixo da tabela de gastos surgem também os candidatos menos votados: Paulo Morais (59,5 mil euros), Cândido Ferreira (28,7 mil euros), Vitorino Silva (8,1 mil euros) e Jorge Sequeira (seis mil euros).

Marcelo Rebelo de Sousa, por seu lado, gastou 179 mil euros (22 mil acima do previsto) numa campanha que lhe deu a vitória com os expressivos 52% dos votos.

De acordo com o Público, Marcelo Rebelo de Sousa, que prometeu uma campanha poupada, disse que não queria donativos e que o dinheiro que tinha para gastar era seu, de empréstimos dos irmãos e do que viesse a receber de subvenção do Estado pela campanha.

Além dos 165 mil euros do Estado – a lei não lhe permite receber mais do que orçamentou -, recebeu ainda outros cinco mil euros em donativos, mais 1.920 euros de cedência de bens a título de empréstimo e 12 mil euros de donativos em espécie.

Dos três candidatos que receberam dinheiro do Estado (a par de Sampaio da Nóvoa e Marisa Matias), foi o que menos recebeu.

Sampaio da Nóvoa tem direito a 897 mil euros, com uma campanha mais cara, e Marisa Matias recebe 290 mil euros.

Maria de Belém, que acabou em quarto lugar com apenas 4,24% dos votos – insuficientes para conseguir a subvenção estatal -, conseguiu 93,5 mil euros em donativos ou angariações, contrastando com os 541 mil euros gastos ao longo da campanha.

Os comícios e as caravanas contribuíram significativamente para estes resultados financeiros. No final das contas, ficou a braços com uma dívida de 447 mil euros.

O Público recorda que, em 2006, Cavaco Silva gastou 3.194.100 euros e obteve 2.746.689 votos – cada voto custou-lhe 1,16 euros. Em 2011, investiu um pouco mais de metade do valor de 2006 e teve menos 500 mil votos – ou seja, 80 cêntimos por eleitor.

Marcelo Rebelo de Sousa, que investiu 179 mil euros na campanha e teve 2.413.956 votos, acabou por gastar apenas sete cêntimos por cada eleitor que convenceu.

ZAP

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2 COMENTÁRIOS

  1. Habilidade era gastar 0,00 €
    .
    depois da campanha que foi fazendo ao longo dos anos nas rádios e tv’s até fica mal uma notícia destas

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