Marcelo garante que resiliência dos profissionais de saúde está “na cabeça de todos” (e acha que vacinação das crianças “é uma boa notícia”)

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Mário Cruz / Lusa

O Presidente da República garantiu, esta quinta-feira, que “na cabeça de todos os portugueses” e do Governo está a noção de que os profissionais de saúde “são resistentes”, destacando a sua “resiliência e resistência” durante a pandemia.

“Na cabeça de todos os portugueses, ministros, secretários de estado, deputados, Presidente da República está que os profissionais de saúde são resistentes. Tomáramos nós ser sempre tão resistentes quanto eles foram, são e serão”, afirmou Marcelo Rebelo de Sousa, em Braga.

Confrontado com a posição da Ordem dos Médicos, que considerou que Marta Temido “perdeu toda a credibilidade” ao ter afirmado esta quarta-feira, durante uma audição na comissão parlamentar de Saúde, que é preciso pensar “nas expectativas e na seleção” dos médicos, o chefe de Estado recusou-se a comentar.

A ministra da Saúde, que respondia a perguntas dos deputados sobre as “dificuldades que o Centro Hospitalar de Setúbal (CHS) está a enfrentar”, disse que a “resiliência” deve ser um fator a ter em conta na contratação de profissionais de saúde, acrescentando que, na sua visão, trata-se de um elemento tão importante “como a competência técnica”.

“Nós agora temos uma prioridade no domínio da saúde que é enfrentar a vacinação, acelerando (…) e investir para que o Serviço Nacional de Saúde possa enfrentar a recuperação daquilo que ficou para trás e já começou a ser recuperado em consultas, em cirurgias, em atendimentos que foram sacrificados durante os anos de 2020 e 2021”, afirmou o Presidente da República.

“Isto é o fundamental. Para isto que é o fundamental temos que estar unidos e eu não perco um minuto com querelas sobre aquilo que não existe”, avisou.

Questionado sobre o recente parecer da Agência Europeia do Medicamento (EMA), que deu luz verde à vacinação de crianças dos cinco aos 11 anos contra a covid-19, Marcelo considerou que é “uma boa notícia”.

“É uma boa notícia, porque precisamente os números mostram que uma camada que mostrava uma subida de números de contágio era a das crianças, crianças não vacinadas”, referiu.

“Obriga a um esforço suplementar, mas cá estamos nós para o fazer”, acrescentou o Presidente da República.

Quanto à evolução da pandemia em Portugal, o chefe de Estado considerou que “a vida continua“, mas apelou aos portugueses para “terem juízo” e cumprirem as regras sanitárias que “o convívio social impõe”.

“A vida continua. Continua naturalmente com atenção que sempre esteve presente na cabeça dos portugueses, atenção ao respeito das medidas sanitárias, mas a vida continua, a atividade económica continua, o comércio continua, a indústria continua, os serviços continuam, aquilo que é fundamental na vida das pessoas continua.”

Para o chefe de Estado, o período de Natal e de Ano Novo que se aproxima “é muito importante” para os portugueses fazerem duas coisas: “A primeira é terem juízo naquilo que são as regras sanitárias que o convívio social impõe, mas não deixarem de acreditar naquilo que é fundamental, a vida continua, vai continuar até ao fim deste ano e vai continuar no ano que vem”, alertou.

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Não vamos adiar a vida, vamos vivê-la com bom senso, mas num espírito que é um espírito de olhar para o futuro”, declarou.

  ZAP // Lusa

2 Comments

  1. Garante mal, resilientes são os utentes dos serviços de saúde, independentemente de ser privado ou Publico, vá o Sr. Presidente para junto dos centros de saúde, ou dos hospitais, ou mesmo de clinicas Privadas com acordos com O SNS depois falara com certezas mesmo, embora eu compreenda o Sr. Presidente que na qualidade de presidente, e face as chantagens do sector de saúde não pode dizer outra coisa, nem acredito que ele aprove aquelas quantidades de Médicos que todos os dias passam durante todo o dias a toda a hora em todas as cadeias de televisão, a fazer politica partidária, a confundir o Povo, uns dizem uma coisa outros dizem outra, ou falam banalidades, de certeza que isso só acontece com anuência das cadeias de televisão porque o sector de saúde é muito poderoso, dá muito dinheiro

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