Marcelo Rebelo de Sousa recandidata-se e promete “debates frente a frente”

António Cotrim / Lusa

Marcelo Rebelo de Sousa anunciou esta segunda-feira, na pastelaria Versailles de Belém, a sua decisão sobre uma recandidatura ao cargo de Presidente da República.

“São três as palavras que tenho hoje para vos dizer, tão simples e diretas como o sem-número de conversas que convosco tive ao longo dos últimos cinco anos, em qualquer recanto de Portugal, cá dentro e lá fora. Cada português conta”, começou por dizer Marcelo Rebelo de Sousa.

Marcelo comprometeu-se a “mudar Portugal para melhor”, a evitar a “crispação” e garantir “o pluralismo democrático”.

A sua recandidatura, garante, surge porque o país tem “uma pandemia a enfrentar e uma crise para vencer” e que vê nisso uma oportunidade para “melhorar a economia e reforçar a coesão social e territorial” e “combater a pobreza e exclusão”.

“Há muito tempo defendo que deve haver debates frente a frente com todos os candidatos e assim farei”, prometeu ainda o chefe de Estado no seu curto discurso.

No final, saiu em direção ao seu veículo, sem responder concretamente a nenhuma pergunta dos jornalistas, realçando que já tinha tudo o que tinha para dizer.

Prestes a completar 72 anos, no dia 12 de dezembro, Marcelo Rebelo de Sousa foi eleito Presidente da República à primeira volta nas eleições de 24 de janeiro de 2016, com 52% dos votos expressos.

Professor catedrático de direito jubilado, antigo presidente do PSD e comentador político televisivo, assumiu a chefia do Estado em 9 de março de 2016, mantendo em aberto a sua candidatura a um segundo mandato de cinco anos.

No dia 24 de novembro, o Presidente da República marcou as eleições presidenciais para 24 de janeiro de 2021.

As candidaturas têm de ser apresentadas formalmente perante o Tribunal Constitucional até 30 dias antes das eleições, 24 de dezembro, propostas por um mínimo de 7500 e um máximo de 15.000 eleitores, e a campanha eleitoral decorrerá entre 10 e 22 de janeiro.

Nos termos da lei, se nenhum dos candidatos obtiver mais de metade dos votos validamente expressos, excluindo os votos em branco, haverá um segundo sufrágio, 21 dias depois do primeiro, entre os dois candidatos mais votados – neste caso, será em 14 de fevereiro.

O próximo Presidente da República tomará posse perante a Assembleia da República no dia 9 de março de 2021, último dia do atual mandato de cinco anos de Marcelo Rebelo de Sousa.

ZAP //

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4 COMENTÁRIOS

  1. Marcelo esteve bem no início da apresentação da recandidatura, ao falar no contributo que deu para o pluralismo democrático e para a diminuição da crispação no ambiente político.
    Pareceu-me que esteve mal a seguir ao justificar a sua recandidatura com a crise e as dificuldades provocadas pela pandemia, não sendo ele que se saiba curandeiro, farmacêutico ou investigado. Há uns anos atrás falava nesse objetivo como uma “necessidade” por causa da próxima visita a Portugal do Papa Francisco.
    Creio que se o PR tivesse anunciado há seis meses que não se recandidataria teríamos hoje certamente outros candidatos e bem mais credíveis que os que temos. Sairíamos todos a ganhar. A começar pelo próprio Marcelo.

  2. A crise económica e social que Portugal tem os portugueses podem agradecer a Marcelo também pois Marcelo como bom comparsa de Costa é responsável. Já antes da pandemia os portugueses já nem uma renda de casa conseguiam pagar.
    Caminhada exigente e penosa para os portugueses não para Marcelo.
    Marcelo é um Aldrabão pois outra coisa não tem feito que é colaborar com os grandes loobys que prejudicam o país e a vida das pessoas.
    É um Mentiroso pois disse que o cargo que ocupa não deve ter mais do que um mandato.
    É um Oportunista pois claramente procura poleiro e protagonismo !
    É um tremendo populista pois serve-se do Covid.

  3. Esteve bem, mas acabou mal.
    Será a mesma pessoa de 2016? Duvido. Defende outras causas? Não duvido.
    Sabe apoiar os portugueses? Não.

    Está aflito. A água ferve e ele não sabe que é necessário reduzir a intensidade do lume.

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