Malta. Jornalista terá sido assassinada devido a investigação sobre negócio de energia

A jornalista maltesa Daphne Caruana Galizia terá sido assassinada por causa do que iria publicar sobre um negócio em torno de uma central elétrica.

Um dos detetives à frente da investigação do homicídio, que ocorreu em outubro de 2017, acredita que a jornalista maltesa Daphne Caruana Galizia foi morta devido a uma investigação sobre um negócio de energia.

Ela foi morta por causa de algo que ia publicar, não por causa de algo sobre que já tivesse escrito”, explicou Kurt Zahra em tribunal, citado pelo semanário Expresso.

Em causa está uma empresa chamada Eletrogas e o empresário Yorgen Fenech, preso em novembro a bordo do seu iate, possivelmente quando se preparava para fugir do país. Fenech foi formalmente apontado como o responsável por um homem que terá servido de intermediário para o crime.

Zahra referiu que, algum tempo depois do crime, Fenech tentou importar cianeto. Os advogados do réu negam as acusações.

Antes do assassinato, Galizia terá recebido 600 mil e-mails da empresa Eletrogas.

Em outubro de 2018, a jornalista morreu após a explosão de duas bombas, que foram plantadas no carro que conduzia e ativadas remotamente via SMS.

Na altura, as autoridades rastrearam os sinais de telemóvel das redondezas à data da explosão e detiveram três homens, funcionários de um armazém. Os suspeitos, que se declaram desde sempre inocentes, tinham ligações ao submundo do crime organizado em Malta. Contudo, desde então, não se tinha conseguido apurar o motivo do assassinato nem chegar a quem deu as ordens.

Daphne Caruana Galizia, natural de Malta, liderou a investigação aos Panama Papers e esteve na origem de acusações de corrupção que provocaram eleições antecipadas no país em junho de 2017.

Duas semanas antes de ser assassinada, a jornalista tinha denunciado às autoridades que estava a ser alvo de ameaças de morte. A maltesa de 53 anos foi morta poucos minutos após ter publicado o seu último post no seu blogue, Running Commentary.

Daphne Galizia tinha denunciado durante os últimos meses um alegado caso de corrupção envolvendo o primeiro-ministro de Malta, Joseph Muscat, a sua mulher e outros membros do Governo. Segundo estas alegações, o casal utilizava offshores para esconder pagamentos com origem no Governo do Azerbaijão.

A crise política agravou-se com a demissão de dois ministros do governo trabalhista horas após o primeiro-ministro, Joseph Muscat, anunciar a renúncia do seu chefe de gabinete.

ZAP //

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