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Terramoto na região de Fukushima estimula libertação de água na central nuclear

Ministério da Administração Interna e Transportes do Japão / Wikimedia

Vista aérea da central nuclear de Fukushima

Após o terremoto que atingiu a região no fim de semana passado, os níveis de água caíram em dois dos reatores da central nuclear de Fukushima, o que pode indicar problemas adicionais.

A situação pode complicar ainda mais o difícil processo de desativação da central, que se espera que demore várias décadas.

Keisuke Matsuo, porta-voz da Tokyo Electric Power Co. (TEPCO), explicou que a queda nos níveis de água nos reatores 1 e 3 indica que os estragos existentes nas suas câmaras de contenção foram agravados pelo terremoto de magnitude 7,3 que ocorreu no sábado, e tem permitido uma maior fuga.

Matsuo estima que a água que está a ser libertada tenha permanecido dentro do edifício do reator e não há sinal de impacto externo, acrescentando que a TEPCO irá monitorizar a água e as temperaturas no fundo dos vasos de contenção.

Desde o acidente de 2011 que a água usada para resfriar o local se tem vindo a libertar. Para compensar as perdas, tem sido adicionada água adicional para arrefecer o combustível derretido que permanece dentro dos reatores.

A TEPCO revelou inicialmente que não havia nenhuma anomalia na planta do edifício devido ao terramoto de sábado.

Porém, Matsuo revelou que o nível da água caiu até 70 centímetros na câmara de contenção primária do reator 1 e cerca de 30 centímetros no 3.

O aumento da fuga pode exigir que seja adicionada mais água aos reatores, o que resultaria em mais água contaminada, que posteriormente é tratada e armazenada em enormes tanques.

De recordar que, na passada sexta-feira, o Supremo Tribunal de Tóquio responsabilizou o governo e a TEPCO pelo acidente nuclear de 2011, sendo que agora ambos têm de pagar cerca 2,6 milhões de dólares em recompensas por danos causados.

A decisão reverte uma anterior do tribunal distrital de Chiba que excluía o Executivo nipónico de responsabilidades, diz o TechXplore.

  Ana Isabel Moura, ZAP //

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