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Sonar de barco deteta “massa” misteriosa com 10 metros no fundo do Lago Ness

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O diretor de uma empresa de passeios de barco no Lago Ness garante que o sonar da sua embarcação registou uma imagem de uma misteriosa massa com mais de 10 metros a mais de 170 de profundidade.

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Na passada quarta-feira, Ronald Mackenzie, diretor da empresa de passeios de barco pelo Lago Ness Cruise Loch Ness, na Escócia, comandava o seu barco com 12 passageiros quando, no momento em que passava pela parte central do lago, o aparelho eletroacústico detetou algo “grande, com pelo menos 10 metros de comprimento” a cerca de 170 metros de profundidade, de acordo com o La Nación.

O contacto do sonar com a massa misteriosa no fundo do lago durou 10 segundos enquanto a embarcação passava.

“Estou no lago desde os 16 anos e nunca tinha visto nada parecido. Temos sonar de última geração no novo barco. Não mente. Capta o que há”, disse o homem de 49 anosm que acredita que a imagem pode indicar a presença de uma criatura marinha gigante – ou talvez o popular monstro do Lago Ness.

Acho que há algo no lago que ninguém sabe o que é, se é uma enguia grande, um esturjão ou um peixe grande de algum tipo, ou mesmo Nessie”, disse.

Craig Wallace, um importante especialista em sonar, classificou a imagem obtida pelo aparelho como “100% genuína” e considera, com base na sua experiência em aplicações de robótica marinha, que pode ser um esturjão ou um cardume de peixes.

“No entanto, é um contacto fascinante e interessante, e certamente contribui para o debate sobre Nessie”, disse Wallace, em declarações ao jornal Daily Record.

Por outro lado, Steve Feltham, considerado o maior especialista no monstro de Loch Ness, pensa que esta descoberta “é talvez a prova mais convincente da existência de Nessie”.

Feltham, reconhecido no Guinness Book of World Records por estabelecer o relógio mais antigo da área, conhece o Mackenzie há 30 anos e não acredita que seja uma estratégia para ganhar fama ou divulgar o seu negócio. Além disso, é uma pessoa que “se afasta de teorias fantasiosas” sobre a criatura.

A história do monstro do Lago Ness

O monstro do Lago Ness é uma das lendas mais antigas e persistentes da Escócia, tendo inspirado filmes, livros, programas de televisão. Esta figura sustenta também o turismo local.

De acordo com a lenda, o monstro terá sido avistado pela primeira vez há 1,5 mil anos pelo missionário irlandês São Columba no ano 565. Muito depois, em 1933, o jornal Inverness Courier reportou que uma mulher, Aldie Mackay, disse avistado o que seria o monstro do lago, parecido com uma baleia, enquanto as águas “se agitavam”.

À época, Evan Barron, editor do jornal, sugeriu que a besta fosse descrita como um “monstro”, dando início ao mito moderno do Monstro do Lago Ness.

No ano seguinte, um respeitado cirurgião britânico, o coronel Robert Wilson, afirmou ter fotografado o monstro enquanto conduzia pela costa norte do lago. Conhecida como a “fotografia do cirurgião”, a imagem foi publicada pelo jornal The Daily Mail, despertando curiosidade em todo o mundo. Com a fotografia, começou a especular-se que o monstro da fotografia poderia ser um plesiossauro, animal extinto há 65,5 milhões de anos.

Contudo, 60 anos mais tarde, descobriu-se que o “monstro” retratado na fotografia era, na verdade, um submarino brinquedo.

No ano passado, uma expedição recolheu diversas amostras de água em três profundidades diversas, o que lhe permitiu obter restos de pele, escamas, plumas, pêlo e fezes que, por sua vez, fizeram com que fosse possível analisar o ADN de diferentes criaturas.

Uma equipa encontrou amostras de ADN de enguias europeias, que chegam às águas dos rios e lagos britânicos depois de migrarem mais de cinco mil quilómetros. Estes espécimes são oriundos do Mar dos Sargaços, perto das Bahamas.

Apesar das inúmeras investigações sobre o monstro, o animal continua a ser um dos maiores mistérios da Escócia.

  ZAP //

3 Comments

  1. “pode ser um esturjão ou um cardume de peixes”… mas a explicação lógica desse senhor é que é mais fácil acreditar ser um “monstro” pré-histórico perdido no tempo!!! AHAHAHAHA

  2. Há muito tempo que não era vista. Já era tempo de aparecer, até porque com a covid19 o turismo deve ser pouco no lago.

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