Israel. Gantz recusa participar num governo dirigido por primeiro-ministro suspeito de corrupção

Benny Gantz, rival de Benjamin Netanyahu nas últimas eleições legislativas em Israel, afirmou na quarta-feira que recusa participar num governo dirigido um primeiro-ministro ameaçado de ser indiciado pela justiça.

“O partido Branco e Azul que dirijo não aceitará participar num governo no qual o seu chefe está sob a ameaça de uma grave acusação”, declarou Benny Gantz na sua página Facebook, numa referência a Benjamin Netanyahu, que deverá depor na justiça por alegadas “fraudes” e “desfalques” financeiros, noticiou a agência Lusa.

O Presidente de Israel, Reuven Rivlin, encarregou na quarta-feira Benjamin Netanyahu, o primeiro-ministro cessante, de formar um novo Governo após as eleições legislativas que prolongaram o impasse político no país do Médio Oriente.

“A responsabilidade de formar o próximo Governo é concedida ao primeiro-ministro e líder do Likud, Benjamin Netanyahu”, declarou a presidência em comunicado. Logo após este anúncio, Benjamin Netanyahu pediu a Benny Gantz, líder da coligação centrista Azul e Branco, para se juntar ao seu partido num Governo de união nacional.

A comissão eleitoral israelita tinha previamente divulgado os resultados definitivos das legislativas de 17 de setembro, que dão mais um deputado ao Likud de Benjamin Netanyahu do que o anterior, mas não alteram a situação de impasse político em Israel.

O Likud, de direita, consegue assim 32 deputados, enquanto a coligação centrista Azul e Branco de Benny Gantz fica com 33 lugares no parlamento (Knesset, 120 assentos). A maioria no Knesset é conseguida com 61 deputados, e as alianças permitem a Benjamin Netanyahu um total de 55 deputados e a Gantz 54.

Dez dos 13 deputados eleitos pela Lista árabe unida, a terceira força política após o recente escrutínio, comprometeram-se em apoiar a candidatura de Benny Gantz para primeiro-ministro, mas sem se comprometeram a participar no próximo Governo.

Benny Gantz e Benjamin Netanyahu apelaram ambos a um governo de união, mas cada um deles quer liderar a eventual coligação.

As anteriores legislativas, em abril, tiveram um resultado semelhante e Benjamin Netanyahu não conseguiu formar governo, o que levou à dissolução do parlamento e à realização do escrutínio da semana passada. O Presidente Reuven Rivlin prometeu tudo fazer para evitar uma terceira eleição.

Taísa Pagno TP, ZAP //

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