Irão insiste no direito de exportar petróleo e critica EUA e Reino Unido

chathamhouse / Flickr

Abbas Araghchi, vice-ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão

O Irão insistiu este domingo no direito, estipulado no acordo nuclear de 2015 e numa resolução do Conselho de Segurança da ONU, de exportar petróleo e acusou Estados Unidos e Reino Unido de estarem a atuar contra esses acordos.

Representantes do Irão e de cinco países (França, Reino Unido, Alemanha, Rússia e China), que continuam comprometidos com o acordo nuclear designado como Plano de Ação Conjunta Global (JCPOA), realizaram este domingo em Viena uma reunião extraordinária para conseguir salvar o pacto, do qual os Estados Unidos se retiraram.

“Qualquer obstáculo à forma como o Irão exporta o seu petróleo vai contra o JCPOA”, sublinhou o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Araghchi, depois da reunião.

O diplomata referiu-se expressamente ao petroleiro iraniano Grace 1, apresado no início de julho pelas autoridades britânicas ao largo de Gibraltar, afirmando que contribuiu para agravar a tensão que já existia no Golfo Pérsico. Durante a manhã, o negociador iraniano já tinha acusado o Reino Unido de violar o acordo por reter o navio.

“O que os Estados Unidos estão a fazer — impedir exportações de petróleo a partir do Irão”, é uma violação da resolução do Conselho de Segurança”, afirmou o responsável iraniano em referência à resolução 2231 do órgão da ONU, adotada após o acordo nuclear.

Teerão considera vital manter a capacidade de exportação de petróleo, o principal benefício que conseguiu com o acordo, alcançado há quatro anos em troca do enquadramento das suas atividades nucleares.

Araghchi já tinha afirmado este domingo em declarações à televisão iraniana que os Estados-membros não devem colocar “qualquer obstáculo” às exportações iranianas de petróleo se querem salvar o acordo, destinado a garantir que o programa nuclear de Teerão tem fins pacíficos.

Em maio de 2018, Washington anunciou a retirada unilateral do acordo negociado pela administração Obama e o restabelecimento das sanções que têm devastado a economia iraniana, sem que os signatários que se mantiveram no acordo tenham conseguido ajudar Teerão a contornar esses obstáculos.

Um ano após o anúncio da decisão norte-americana, o Irão declarou que não se sentia obrigado a continuar a respeitar dois dos seus compromissos no pacto, os limites das reservas de urânio pouco enriquecido e de água pesada, e já este mês disse que deixaria de respeitar as restrições sobre o grau de enriquecimento de urânio, que o pacto limita a 3,67%.

Segundo Araghchi, “os participantes que continuam no JCPOA continuam determinados em salvar este acordo que representa um grande sucesso diplomático” e as conversações, a nível de diretores políticos, decorreram numa atmosfera “construtiva”.

Apesar da tensão, as negociações decorreram em “bom ambiente”, confirmou o representante chinês, Fu Cong.

As várias partes querem agora realizar uma reunião a nível ministerial para conseguir avanços, mas isso “ainda necessita de preparação”, referiu Araghchi.

Lusa // Lusa

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