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Um ano depois, a ilha de Samoa tem o primeiro caso suspeito de covid-19

Tmarki / Wikimedia

Ilha de Samoa

A covid-19 tem assombrado grande parte da população mundial. Porém, a ilha da Samoa tinha conseguido, até agora, passar pelos “pingos da chuva” no meio da pandemia. Era um dos últimos sítios a resistir ao vírus, mas agora um teste positivo lançou a dúvida.

Já é há cerca de um ano que a população vive com o novo coronavírus, após este ter sido em Wuhan na China. Contudo, a ilha de Samoa, situada no Oceano Pacífico, e que conta apenas com 200 mil habitantes, ainda não tinha verificado nenhum caso de infeção. Esta situação, agora, pode-se inverter, uma vez que foi registado o primeiro caso suspeito.

Para já o caso ainda não é totalmente confirmado, mas sabe-se que se trata de um marinheiro da Samoa que passou recentemente por Itália, avança o Observador.

O primeiro teste feito realizado ao marinheiro acusou positivo, mas um segundo teste deu negativo. As zaragatoas utilizadas nestes dois testes serão enviadas apenas na sexta-feira para a Nova Zelândia, que enviará um avião de carga até à ilha do Oceano Pacífico. Só nessa altura será feita uma nova avaliação.

Segundo as autoridades da Samoa, o homem em causa foi colocado em isolamento profilático desde que chegou à ilha. Deverá manter-se em quarentena, enquanto aguarda por resultados mais conclusivos.

Mesmo sem o registo de nenhum caso positivo, a Samoa vive em estado de emergência desde março. Como medida preventiva, a ilha fechou-se a voos internacionais, recebendo apenas aviões que chegam da Austrália e a Nova Zelândia, e mesmo assim a entrada é apenas permitida a cidadãos da Samoa.

A possibilidade do vírus se espalhar no arquipélago, compostos por duas ilhas principais, é alvo de grande preocupação para as autoridades nacionais, pois para além da alta prevalência de obesidade e doenças cardíacas que coloca uma parte considerável da população em maior risco, a falta de infraestruturas é também um fator de preocupação.

Em 2019, um surto de sarampo infetou mais de 5.700 habitantes da ilha, das quais morreram 83. Na altura também foi declarado estado de emergência e foram proibidos ajuntamentos e celebrações públicas.

  ZAP //

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