Grupo pró-democracia propõe-se ocupar centro financeiro de Hong Kong

PeterThoeny / Flickr

O velho encontra o novo na baía de Hong Kong

O velho encontra o novo na baía de Hong Kong

Um grupo pró-democracia decidiu este domingo, após votação, assumir o controlo do centro financeiro de Hong Kong, depois de Pequim insistir na nomeação dos candidatos a líderes da região administrativa chinesa através de um comité especial.

O grupo, denominado Occupy Central with Love and Peace, (ocupar o centro com paz e amor), declarou que a decisão, por parte da China, de nomear os candidatos, retirou a esperança de se chegar a qualquer compromisso entre os activistas pró-democracia e as autoridades de Pequim.

“Lamentamos dizer que hoje todas as hipóteses de diálogo foram esgotadas e a ocupação do centro financeiro vai mesmo acontecer“, declarou o grupo num comunicado enviado por correio electrónico, mas sem especificar quando iria acontecer essa ocupação.

O chefe-executivo de Hong Kong será eleito em 2017 por sufrágio directo, pela primeira vez, mas os candidatos terão de ser nomeados por um “comité largamente representativo” do território, anunciou hoje a Assembleia Nacional Popular chinesa.

O modelo, contestado pelos partidos pró-democráticos de Hong Kong, que o consideram “uma limitação à verdadeira democracia”, foi aprovado em Pequim pelo Comité Permanente da Assembleia Nacional Popular da China, o “supremo órgão do poder de Estado” no país.

oclp.hk

Chu Yiu-ming , Benny Tai Yiu-ting , Chan Kin-man, da Occupy Central with Love and Peace, apresentam o seu Manifesto

Hong Kong, antigo protectorado britânico durante o século XX, foi integrada na República Popular da China em Julho de 1997, com o estatuto de Região Administrativa Especial e segundo a fórmula “um país, dois sistemas“, adoptada também em Macau em 1999, que garante às respectivas populações liberdades de expressão e organização políticas desconhecidas no resto do país.

Até agora, o chefe-executivo de Hong Kong tem sido eleito por um Comité de 1.200 membros seleccionados entre os chamados “quatro sectores” do território, nomeadamente líderes empresariais e delegados aos órgãos do poder central, em Pequim.

Considerada uma das economias mais livres do mundo, Hong Kong tem cerca de 7,2 milhões de habitantes, 72% dos quais com menos de 55 anos, e um Produto Interno Bruto per capita que ronda os 33.500 dólares (cerca de 25.500 euros), cinco vezes superior ao da China continental.

Excepto nas áreas da defesa e das relações externas, que são da competência do governo central, Hong Kong goza de “um alto grau de autonomia” e é “governada por pessoas” do território.

Mas como advertiu na sexta-feira passada um jornal do Partido Comunista Chinês (PCC), a China “não permitirá” que aquela Região Administrativa Especial do país seja governada por “uma personalidade anti-Pequim”.

/Lusa

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