“Preocupado”, Rui Rio diz que Governo “veio tarde” para o regresso às aulas

Hugo Delgado / Lusa

Esta segunda-feira, o líder da oposição vincou que o Governo “veio tarde” na preparação das normas para o arranque do novo ano letivo.

Durante uma visita à Escola Secundária Afonso Sanches, em Vila do Conde, Rui Rio elogiou as medidas sanitárias e de segurança adotadas pelo estabelecimento de ensino. “O que a escola fez, e bem, foi antecipar-se ao Governo. Fez as suas normas que agora serão ajustadas”, disse, afirmando que “é evidente que o Governo se atrasou, veio tarde” na preparação do ano letivo.

“Se houve escolas que ficaram à espera do Governo e não começaram a trabalhar a tempo e horas, naturalmente agora não estão em condições, porque o Governo fez isto muito tarde”, acrescentou, citado pelo Expresso.

Não sei se estamos a tempo de abrir o novo ano letivo em todas as escolas, mas aquelas que se precaveram, como foi o caso desta, estão em condições. Espero que a maior parte dos agrupamentos se tenham antecipado ao Governo”, rematou o social-democrata.

O presidente do PSD mostrou-se também “preocupado” com a questão do transporte dos alunos para as escolas, pedindo ao Governo medidas para mitigar possíveis contágios de covid-19 nessas deslocações.

“Penso que o Governo devia acionar mecanismos com as autarquias, para encontrar formas de transportar as crianças em segurança, pois nos transportes públicos normais é mais perigoso. A escola pode organizar-se o melhor que sabe, mas depois tudo pode ‘estragar-se’ na questão dos transportes”, disse.

Na visita a esta escola vila-condense, o presidente do PSD vincou ainda a necessidade de um “equilíbrio nos números do pessoal auxiliar”, mostrou preocupação com “a faixa etária elevada do corpo docente” e notou a “falta de computadores”.

“Depois da promessa do primeiro ministro, de que haveria computadores suficientes, vejo que isso não acontece. Vai dificultar o trabalho das crianças que, por qualquer razão, tenham de assistir às aulas em casa”, partilhou o responsável do PSD.

Sobre as medidas que vão ser aplicadas pelo Governo para o estado de contingência, que vigora a partir de 15 de setembro, Rui Rio disse esperar que “sejam conhecidas depressa”, mas admitiu que possam ser ajustadas “uma ou duas semanas depois”.

“Devemos apertar as medidas dentro do que país suporta, porque voltar ao que fizemos, e bem, em março e abril [com o confinamento], Portugal e a sua economia não vai aguentar. Parar o país e pôr as pessoas em casa não será possível. Temos de ter bom senso e sentido de interesse nacional”, disse o presidente do PSD.

Rui Rio disse ainda que o combate à pandemia de covid-19 só será vencido, em definitivo, “se 70% da população já tiver contraído o vírus ou quando uma vacina surgir”, lembrando que neste momento o país está a apenas a “atrasar a propagação”.

“Até chegar a vacina, temos de procurar que o vírus se propague o mais lentamente possível. Não vale a pena criarmos ilusões de que o vamos levar a zero. O que país está a fazer é compreensível até vir uma vacina eficaz”, disse Rui Rio.

ZAP // Lusa

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