Governo quer controlar velocidade com helicópteros e inibir sinal dos telemóveis

Fábio Pozzebom / ABr

O Governo está a estudar a possibilidade de vir a usar helicópteros da Protecção Civil ou drones para fazer o controlo de velocidade nas estradas portuguesas, admitindo também instalar mais radares e inibir o sinal de telemóvel ao volante.

Ideias transmitidas pelo secretário de Estado da Protecção Civil, José Artur Neves, aos jornalistas à margem da apresentação de um estudo sobre condutores do Automóvel Clube de Portugal, com medidas para contrariar o “preocupante” aumento do número de mortos nas estradas em 2017, travando uma tendência de cada vez menos sinistralidade grave.

“É uma das soluções seguidas em Espanha e França e há a possibilidade de também cá termos esse modelo”, declarou, afirmando que há “tecnologias muito evoluídas” e relativamente simples, que poderão equipar “os helicópteros que estão ao dispor da Autoridade Nacional de Protecção Civil” para serem usados na fiscalização de velocidade.

Numa avaliação prévia, o Governo está a encará-la como “uma boa solução” para enfrentar o problema da velocidade excessiva que provoca acidentes.

A tutela estuda também “aplicações com as operadoras para diminuir o uso de telemóvel”, incluindo “inibições de sinais” com respostas automáticas para chamadas recebidas que indicam que “o condutor está ao volante e não pode atender a chamada”.

Assim se pretende evitar “um dos principais factores de acidentes, as colisões e despistes que resultam, não da estrada, mas do uso do telemóvel.

As soluções mãos livres podem “limitar o uso da mão, mas não resolvem o problema da distracção”.

“O alargamento da rede de radares, reduzir o limite de velocidade para 30 quilómetros por hora em alguns locais e a geo-referenciação de locais de acidentes recorrentes” são outras medidas que se admitem para cumprir o Plano Nacional de Segurança Rodoviária e voltar a reduzir os números da sinistralidade.

Segundo números provisórios da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária, em 2017 morreram 509 pessoas nas estradas portuguesas, mais 64 do que em 2016, e os feridos graves aumentaram de 2102 para 2181.

José Artur Neves salientou o facto de 54% das mortes terem ocorrido dentro de localidades.

ZAP // Lusa

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4 COMENTÁRIOS

  1. A bem da saúde dos condutores… toca a inibir chamadas… incluindo as de emergência!!! …Pondo uma mensagem do tipo: “você teve um acidente, mas está numa estrada… tente ligar mais tarde… alguém o verá e ligará por si…. ooopsss isso também não vai ser possível… olhe… desejamos-lhe as rápidas melhoras!” (que a bem dizer poderiam ser as feitas pelo próprio ou as das autoridades… que dada a “perfeição do SIRESP” muitas vezes recorrem aos seus próprios telemóveis para serviço)
    … Além disso… vivemos numa democracia…. para quê o livre arbítrio?… o governo já o exerce por nós!…

  2. Também acho, e ponham para ai o limite de 90 nas autoestradas, já que querem reduzir para 30 nas povoações.

    Assim. quem quiser ir do Norte para o Algarve parte de manha, e chega de noite como ha muito tempo antes.
    E também podem proibir de entrar em Portugal automóveis rápidos, só entram, e acho que já se fazem cá os papa reformas, penso que é esse o nome; aqueles que se conduzem sem carta.
    Assim poupamos muito nos combustiveis que acham???

  3. “É uma das soluções seguidas em Espanha e França”
    Que estranho, essas medidas não produzem efeitos em Espanha nem em França, seguem tendo um numero elevado de acidentes…
    Na Alemanha os limites de velocidade são colocados de acordo com a qualidade da estrada, localização e factor de risco, a fiscalização é exercida a condutores que circulam á esquerda sem que estejam a adiantar outros veículos, também a manobras sem respeito de outros veículos como mudar de faixa sem olhar para os espelhos, claro que também se fiscaliza a velocidade mas por norma quando o limite esta lá é porque faz sentido, por outro lado os peões, as bicicletas e as motas também sofrem igual fiscalização.
    Interessante que a percentagem de acidentes vs veículos na estrada é inferior a Espanha e França, contudo o retorno em coimas também é inferior a estes países (qual a razão por copiar estes dois!!!)

    Também na Finlândia (onde existe neve e gelo) os acidentes tem menos expressão, talvez copiar a filosofia de começar a treinar a condução e a conduta nas estradas aos 14, ou talvez … e isto vai parecer mesmo radical … ensinar a conduzir na instrução, ao invés de apenas ensinar a passar no exame de condução.
    Explicar o efeito do carro em piso molhado, piso deslizante e outros, em vez de ensinar (erradamente) que as mãos sempre na posição das 10 para as 10 no volante.
    Caramba copiar sim, mas de quem tem melhor resultados, agora copiar do colega do lado que é mais estupido que nós, não faz sentido.
    O exame de condução em Espanha é mais um esquema de conseguir dinheiro, aqui (Barcelona), quase ninguém passa a primeira, o simples facto de deixar o carro ir abaixo logo no inicio do exame (normal com os nervos) serve para interromper o exame e reprovar o condutor, tive um colega que lhe passou isso, também assisti a um colega (e este eu estava la), reprovar porque não ajustou os espelhos, o facto de que ele explicar que conduziu o carro até ao local de exame de nada serviu, a resposta foi, é a sua primeira vez, que tenha melhor sorte na segunda.
    Sim vamos copiar os espanhóis, eles percebem disso …

    As soluções mãos livres podem “limitar o uso da mão, mas não resolvem o problema da distracção”.
    Sim, vamos inibir o telemóvel, como ja alguém aqui disse, deixa de ser minha decisão de atender com o mãos livre e passa a ser do governo, também em emergência sera interessante não ter telefone.
    No entanto conduzir com passageiros não distrai nada, especialmente se levarmos crianças, vamos proibir isso também, o condutor deve conduzir sozinho e a familia vai de transportes, alem de sozinho, o rádio deve de estar bloqueado a uma estação em quanto conduz pois mudar de radio pode levar a distração e tirar os olhos da estrada pera ver as frequências. e como conduz sozinho não existe a desculpa que inibir as chamadas que também afecta os passageiros que não vão a conduzir e poderiam estar ao telefone (assim tipo os ministros nos bancos traseiros enquanto o seus motoristas conduzem a cima dos 200km na A1 … as luzinhas azuis a piscar nos seus carros faz com que sejam mais seguros)
    Entretanto o fumar ao volante em nada distrai o condutor, que conduz com as duas mãos e não perde a atenção á estrada … nem mesmo quando cai cinza entre as pernas.

    Numa avaliação prévia, o Governo está a encará-la como “uma boa solução” para enfrentar o problema da velocidade excessiva que provoca acidentes.
    Esta frase esta errada, eles pretendiam dizer que é “uma boa solução” para enfrentar o problema do défice que provoca dores de cabeça aos ministros e permitir mais gastos em areas que ninguém sabe muito bem para que servem ou obras de 40 milhões que depois se traduzem numa mini rotunda instalada em dois dias por 3 trabalhadores, 5 supervisores, 3 vans, 1 monta cargas e um pouco de alcatrão e cimento.

    Enfim … o desabafo de um tuga que vê Portugal a seguir as modas de outros nas areas em que são piores que as nossas, contudo a saude que em Espanha funciona bem melhor que em Portugal, nem pensar em copiar.

  4. E se afectasse meios para controlar os incêndios? para melhorar a qualidade dos serviços de saúde? e de educação? Em vez de se armar em controleiro?

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