Governo confirma mais meios para a dose de reforço (e aponta para cenário de “famílias juntas no Natal”)

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José Sena Goulão / Lusa

O secretário de Estado da Saúde, António Lacerda Sales

A vacinação com a dose de reforço contra a covid-19 vai mesmo ter mais meios, confirmou hoje o secretário de Estado Adjunto e da Saúde, na sequência do pedido feito pelo responsável do núcleo de coordenação, coronel Penha Gonçalves.

Em declarações aos jornalistas à margem de uma visita ao centro de vacinação em Mafra, António Lacerda Sales reconheceu que “o número de elegíveis mais do que duplicou”, em virtude das novas orientações dadas pela Direção-Geral da Saúde (DGS), e sinalizou que há agora “mais 1,8 milhões de pessoas para vacinar” além das que já estavam inicialmente previstas até 19 de dezembro.

“Vamos ter reforços, como é óbvio”, começou por dizer o governante, sublinhando: “Temos de reprogramar e voltar a planear, quer do ponto de vista da logística, quer do ponto de vista dos recursos e do planeamento, porque é mais do dobro dos elegíveis. E é isso que vamos fazer com o Núcleo de Coordenação [do processo de vacinação] e com as autarquias”.

Lacerda Sales vincou que a chegada de mais meios surgirá da “cooperação intensa com o Ministério da Defesa e as Forças Armadas”, além do Ministério da Saúde e dos seus organismos.

“Já provámos que temos vacinas, logística, recursos e meios. Essa prova está mais do que dada. Queremos é pessoas para vacinar, que as pessoas adiram à vacinação porque tudo o resto nós temos”, sublinhou.

“Mais importante do que a meta – que com certeza vamos atingir – é proteger as pessoas. Queremos que o Natal das nossas famílias não seja igual ao do ano passado, queremos que as famílias possam estar juntas. Por isso é que estou hoje a fazer aqui um apelo: que as pessoas se antecipem e possamos ganhar durante este mês um grande nível de adesão para que depois as pessoas possam passar o Natal com mais tranquilidade e juntas com as famílias”.

Queremos que o Natal das nossas famílias não seja igual ao do ano passado, em que houve gente sozinha. Queremos que as famílias possam estar juntas no Natal”, acrescentou o governante.

A terminar, Lacerda Sales evitou pronunciar-se sobre a eventual vacinação das crianças entre os cinco e os 11 anos, pedindo que se espere pelas decisões da DGS e dos organismos internacionais sobre essa matéria.

Porém, reiterou que Portugal tem “logística, recursos e meios” para fazer face a esse desafio e que “a prova está mais do que dada” pelo país.

  ZAP // Lusa

 

3 Comments

  1. Ainda há inúmeras pessoas e famílias que não acreditam na lógica da matemática. No campo das Ciências Médicas e da Vida Humana, em contexto hospitalar entre morrer e viver, já testemunhei presencialmente e observei pessoas a morrer por sua recusa/negação de tratamentos de transfusão de sangue e derivados do sangue. As razões do negacionismo de terapêuticas por transfusões sanguíneas são de natureza religiosa. E, na Doença Humana, também há doentes em fase terminal de vida que negam e rejeitam medicamentos de suporte de vida. A humanidade não acredita nas Ciências. Os Governantes e políticos com baixas habilitações literárias e com inferiores qualificações académicas e científicas não acreditam no potencial das Ciências em todos os campos(fields)…. Então, é preciso ver para crer a 5.a Vaga da Pandemia COVID19 para criar uma “ Nova TasK Force” para fazer o “Upgrade” da Vacinação contra a COVID19?! Deus abençoe Portugal.

  2. Para quem estudou e faz I&D no Campo das Ciências Sociais em particular na área das ciências políticas, facilmente compreende que os partidos políticos do regime de Governação do país e as instituições políticas tendem significativamente a ser irracionais e irresponsáveis em termos de Democracia Representativa porque a missão e objetivos dos partidos políticos é a aquisição e manutenção do exercício do poder político através do “ Branqueamento cerebral dos eleitores, e assim manipulando a razão de ser da democracia que é o Governo da vida coletiva e a a melhoria das condições de vida dos cidadãos.

  3. Sem as pessoas, sem a Sociedade, sem agentes económicos, assim, não há lógica de existência da Economia total de um país. Sem Saúde Pública e sem Saúde coletiva em um país não há vontade de viver e não há esperança para a vida social (i.e. Vida Sociedade). Sem tripulação e sem guarnição do “Navio”, então não há necessidade do Comandante/Capitão do Navio…. A questão fundamental em Política é saber para que serve tanta Carnificina e tanta manipulação política apenas para chegar ao Governo de um país e manter-se no exercício do poder político quando a população não está bem e quando está tudo a morrer por causa da Saúde Pública Humana e da Saúde Comunitária que está totalmente sob descontrole. Há Irracionalidade para todos os gostos e preferências….

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