Governo garante que não haverá limite de idade na vacinação. Marcelo fala em “ideia tonta”

José Sena Goulão / Lusa

O secretário de Estado da Saúde, António Lacerda Sales

O secretário de Estado Adjunto e da Saúde garantiu, esta sexta-feira, que a vacinação para a covid-19 não terá qualquer limite de idade e que os idosos e doentes com comorbilidades serão uma prioridade.

Numa conferência de imprensa na Base Aérea n.º 11 de Beja, António Lacerda Sales insistiu que as faixas mais vulneráveis da população, como os idosos, nomeadamente aqueles que são residentes de lares, têm sido “uma prioridade” para o Governo, o que se vai manter quanto ao plano de vacinação para a covid-19.

“Os idosos, como os doentes com comorbilidades, serão uma prioridade para este Governo, aliás, como tem sido uma prática sempre deste Governo priorizar as faixas mais vulneráveis”, afirmou aos jornalistas, frisando: “Não há limite para a idade”.

“Temos o exemplo de todo o trabalho que temos feito em lares, em estruturas residenciais para idosos, e, portanto, não seria agora, e não será com certeza, que a idade será um limite para vacinação”, afiançou.

Esta sexta-feira, a imprensa avançou que os especialistas da Direção-Geral da Saúde (DGS) propõem que as primeiras pessoas a ser vacinadas contra a covid-19 sejam pessoas entre os 50 e os 75 anos com doenças graves, funcionários e utentes de lares e os profissionais de saúde envolvidos na prestação direta de cuidados.

O secretário de Estado Adjunto e da Saúde disse que o Governo recebeu uma proposta da DGS relativa à vacinação que “inclui todos os idosos dos lares, sem limite de idade“, tal como “profissionais desses lares, profissionais de saúde, forças da autoridade, doentes com comorbilidades”.

“Portanto esta é que é a realidade da proposta que recebemos”, a qual “ainda não foi analisada pelo Ministério da Saúde”, mas que, “a seu tempo, com ponderação e serenidade”, será alvo de análise e de “decisão política”, disse.

“Queremos fazer uma grande campanha de vacinação e o objetivo é ter a maior cobertura possível”, disse ainda o secretário de Estado, acrescentando que o país tem já “seis contratos aprovados e quatro fechados com a AstraZeneca, a Pfizer a Jonhson e a Sanofi”, o que corresponde a 16 milhões de doses, segundo o jornal online Observador.

Questionado pelos jornalistas sobre se Portugal tem capacidade de armazenar as vacinas, tendo em conta que algumas têm de ser conservadas a temperaturas muito baixas, Lacerda Sales explicou que “existem no país estruturas em que pode ser armazenada essa vacina a -75ºC”.

“Não há decisão nenhuma, muito menos uma tonta”

“Não há decisão nenhuma, muito menos há uma decisão que seja uma decisão tonta“, afirmou o Presidente da República, em declarações à agência Lusa, à entrada para um almoço com empresários da restauração, em Évora.

Marcelo Rebelo de Sousa disse que tem acompanhado com o primeiro-ministro os trabalhos preparatórios do plano de vacinação e vincou que o documento, “antes de ser aprovado, tem de ser submetido ao Governo” e, depois, “o primeiro-ministro dará conhecimento ao Presidente da República”.

“Aquilo que tenho visto especular, nalguns aspetos, é, no fundo, dizer que há fatias do povo português pela sua idade que não têm acesso urgente ou prioritário à vacina, como tenho visto formulado, é uma ideia tonta“, referiu.

O chefe de Estado notou que “é de presumir que as pessoas responsáveis não tenham ideias tontas”, insistindo que “até agora não há plano aprovado” e que “tudo o que seja dito é pura especulação técnica, científica, social, política”.

Não há plano nenhum aprovado, muito menos nos termos que tem vindo ser anunciado e que são muito diferente daquilo que se tem feito ou está a ser feito por toda a Europa”, acrescentou.

Esta manhã, o primeiro-ministro, António Costa, também já tinha transmitido esta mensagem, assim como o coordenador da task force criada pelo Governo, Francisco Ramos, que explicou à agência Lusa que a proposta apresentada pela DGS “não tem qualquer limite de idade para as pessoas internadas em lares”.

Os residentes em lares, de qualquer idade, os funcionários destas instituições, os profissionais de saúde, das forças de segurança e os idosos com comorbilidades severas são os grupos prioritários propostos pela DGS para a vacina contra a covid-19, declarou.

ZAP // Lusa

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6 COMENTÁRIOS

  1. Fico feliz que tanto o 1o ministro e o presidente da república tenham já percebido que a diretora geral da saúde está senil

    • Enfim. Decididamente o povo não tem a quantidade mínima de neurónios para compreender o que passa à sua volta. O que foi dito na análise técnica do plano de vacinação é que de acordo com os dados atuais a vacina parece ter um grau de eficácia muito inferior na população acima dos 75 anos. De nada vale vacinar, se não funcionar! Para isso fazia sentido usar a vacina em quem funciona!
      No entanto, isso é um dado técnico que até poderá (se é que já não foi) vir a ser desmentido entretanto pela comunidade científica internacional. Não quer dizer que assim seja.

        • Que informação? A da ineficácia da vacina acima dos 75 anos?!
          Até ontem era um dado à luz dos conhecimentos científicos atuais, caro Einstein de trazer por casa.
          E já agora, a última coisa que eu pretendo é defender este desgoverno e a tonta da DGS.

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