Grávidas vacinadas passam anticorpos para os bebés, revelam pesquisas

Estudos em fase preliminar revelaram que as grávidas passam para os fetos os anticorpos adquiridos após a toma da vacina para a covid-19.

Segundo noticiou no domingo o Washington Post, vários estudos preliminares mostraram que grávidas que receberam a vacina de mRNA – como as das farmacêuticas Pfizer ou da Moderna – tinham anticorpos para a covid-19 no sangue do cordão umbilical.

Outro estudo encontrou anticorpos no leite materno, o que significa que parte da imunidade pode ser transferida para as crianças durante a gravidez e após o nascimento.

De acordo com a vice-presidente de obstetrícia da Duke University, Brenna Hughes, esses artigos – ainda não revistos ​​pelos pares – são “os primeiros a mostrar o que esperávamos que fosse verdade, que essas vacinas poderiam” proteger o feto. Através destes estudos, pode ser provado que “as vacinas fornecem proteção ao feto em desenvolvimento”, frisou.

Uma profissional de saúde da Florida, nos Estados Unidos (EUA), foi vacinada três semanas antes de dar à luz uma menina com anticorpos contra a covid-19, informou a CBS News.

Num dos estudos, Paul Giblert e Chad Rudnick escreveram que “os anticorpos são detetáveis ​​numa amostra de sangue do cordão umbilical de recém-nascidos após uma única dose da vacina Moderna para a covid-19. Portanto, há potencial para proteção e redução do risco de infeção com vacinação materna”.

Noutra investigação, comprovou-se que as grávidas que se recuperam da doença podem passar a sua imunidade natural para os filhos.

Outro dos estudos – também não revisto pelos pares -, examinou 131 mulheres vacinadas, 84 das quais grávidas. Este mostrou que, com a toma da vacina, a proteção das mulheres grávidas foi semelhante à conseguida pelas que não estavam grávidas.

Andrea Edlow, especialista em medicina materno-fetal do Massachusetts General Hospital, co-autora do estudo, disse à CBS News: “Os anticorpos gerados pela vacina foram detetados no sangue do cordão umbilical de todos os 10 bebés que nasceram durante o nosso período de estudos”.

“Os nossos dados sugerem que receber ambas as injeções da vacina de mRNA leva a uma melhor transferência de anticorpos para os recém-nascidos”, acrescentou.

  Taísa Pagno //

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