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Fosun rejeita pagar mais pelo Novo Banco

Fosun

Guo Guangchang, chairman do grupo chinês Fosun

Guo Guangchang, chairman do grupo chinês Fosun

Depois do acordo falhado com a Anbang, é a vez dos chineses da Fosun voltarem à mesa de negociações.

Um grupo de técnicos e assessores financeiros da Fosun deve chegar entre esta quinta e sexta-feira à capital para auxiliar nas negociações com o Banco de Portugal, apurou o Diário Económico.

O grupo não quer subir o preço da oferta, que está ligeiramente acima dos 2 mil milhões de euros, porque os riscos são elevados, segundo o auditor PricewaterhouseCoopers no parecer às contas semestrais do banco.

Este valor está abaixo da proposta de 2,5 mil milhões de euros da Anbang, posteriormente recusada pelo Banco de Portugal, valor no qual se acrescentava ainda um capital de mil milhões.

Embora não queira subir a oferta, a Fosun está disponível para rever as condições da sua oferta abrindo a porta, por exemplo, a uma dispersão em bolsa do Novo Banco, que poderia ser utilizada para reembolsar mais rapidamente o Fundo de Resolução e cobrir uma parte do prejuízo que este deverá ter com o “banco bom”.

Já o Banco de Portugal quer apostar na negociação direta com a Fosun para conseguir convencê-la a subir o preço, até porque o grupo já controla a seguradora Fidelidade, da qual poderá extrair sinergias com a operação.

De acordo com o Económico, a equipa técnica é composta por elementos da Fosun e por quadros da KPMG e do Morgan Stanley, assessores financeiros que apoiam o grupo chinês nesta operação.

Já a assessoria jurídica está a cargo da portuguesa ABBC, escritório de advogados que já apoiou o grupo, em 2013, na compra da Caixa Seguros.

Numa altura em que cada vez surgem mais dúvidas sobre a venda do Novo Banco, o presidente Guo Guangchang e outros membros de topo só vêm a Portugal, caso estas primeiras negociações, que devem arrancar nos próximos dias, decorram de forma favorável.

Caso não seja vendido, a solução para o Novo Banco passa por um plano de reestruturação e por um aumento de capital por via de novos empréstimos do Estado ou da banca ao Fundo de Resolução, conclui o Económico.

Neste panorama, a instituição fica na posse do Fundo de Resolução, no máximo, até 2019. O Fundo de Resolução entrou com 4900 milhões de euros para criar o Novo Banco. Deste valor, 3900 milhões foram concedidos pelo Estado e os restantes foram emprestados pelos bancos.

ZAP

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