Forças de segurança ameaçam com nova manifestação a 21 de janeiro

José Sena Goulão / Lusa

As associações de profissionais da PSP e da GNR que se concentraram junto ao Parlamento, esta quinta-feira, anunciaram um novo protesto para 21 de janeiro, caso o Governo não atenda às suas reivindicações.

O anúncio foi feito por megafone, em frente à Assembleia da República, onde milhares de polícias, militares da GNR e apoiantes se manifestaram para reivindicar direitos salariais e sociais que exigem ao Governo desde a anterior legislatura.

Um forte aparato policial cercou a manifestação, que foi pacífica desde o início de um desfile, às 13h00, no Marquês de Pombal, em Lisboa, até à Assembleia da República.

Após esta declaração, os milhares de manifestantes efetuaram um minuto de silêncio por volta das 16h45, depois de terem cantado o hino nacional de costas voltadas para o Parlamento.

O minuto de silêncio foi em homenagem ao militar da GNR que morreu abalroado quando assistia um acidente na A42 em Paços de Ferreira.

Os vários milhares de manifestantes concentrados em São Bento foram gritando, ao desafio da organização do protesto, ‘slogans’ como “polícias unidos jamais serão vencidos”, ouvindo-se em pano de fundo uma música da banda Trabalhadores do Comércio com o tema “Chamem a polícia”.

Entretanto, foi feito um anúncio pela organização de que os autocarros que transportaram os manifestantes desde os vários locais do país iam começar a sair pelas 18h00, que foi recebido com vaias e assobios.

De acordo com a organização, o protesto reuniu cerca de 13 mil participantes, tendo sido uma das maiores manifestações de sempre. A rua foi reforçada com barreiras, assim como viaturas da polícia alinhadas junto à entrada para a Assembleia da República.

O deputado do Chega, que entrou no Parlamento vestido com uma t-shirt do Movimento Zero, recebeu palmas da multidão ao intervir na manifestação.

“Se não estivesse ao lado deles não seria o político que sou e se não estivesse ao lado deles não me sentiria bem”, frisou André Ventura, citado pela TSF.

O deputado do CDS-PP, Telmo Correia, e a líder parlamentar do PAN, Inês Corte-Real, também desceram para junto dos elementos das forças de segurança, manifestando compreensão quanto às suas reivindicações.

Fonte do Livre disse à Lusa que a deputada Joacine Katar Moreira também manifestou disponibilidade para receber representantes das organizações e sindicatos.

Os deputados do Bloco, do PCP e da Iniciativa Liberal optaram, por sua vez, por estarem logo no arranque da manifestação e não no seu destino final, por terem considerado que existiam melhores condições de segurança e de diálogo com os representantes sindicais.

Depois de terminada a manifestação, o “Movimento Zero”, criado nas redes sociais e que hoje foi bastante visível no protesto, marcou para a praça do Comércio um “ato solene” a propósito dos confrontos entre forças de segurança naquele local, há 30 anos, quando elementos da PSP exigiam a constituição de sindicatos e foram repelidos pelos colegas do corpo de intervenção, num incidente que ficou conhecido como “secos e molhados”.

Entre as reivindicações da classe policial e militar da GNR está o pagamento do subsídio de risco, a atualização salarial e dos suplementos remuneratórios, e mais e melhor equipamento de proteção pessoal.

A organização, através do megafone, disse que o objetivo da manifestação foi cumprido e reiterou a ameaça de que caso as reivindicações não sejam cumpridas pelo Governo o protesto volta a 21 de janeiro.

Foi ainda deixada uma mensagem e uma salva de palmas aos polícias de serviço na manifestação, pelo trabalho que estiveram a desempenhar e por não poderem estar presentes na manifestação.

ZAP // Lusa

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