Taxa de mortalidade por covid-19 diminuiu desde o início da pandemia, revelou estudo

Fernando Bizerra / Lusa

As taxas de mortalidade entre pacientes com covid-19 nos cuidados intensivos melhoraram desde o início da pandemia, graças aos avanços nos tratamentos, revelou uma nova pesquisa.

Segundo noticiou na terça-feira o Guardian, em março de 2020, a taxa de mortalidade para os pacientes em cuidados intensivos era de 60%, tendo caído em outubro de 2020 para 36%, de acordo com o estudo. Essa queda revela uma tendência positiva, visto que em maio do mesmo ano já tinha baixado para 42%.

Esta descoberta, que tem por base 52 estudos de diferentes países, envolvendo 43.128 pacientes, foi publicada na segunda-feira na Anesthesia. Os cinco autores, especialistas em terapia intensiva e anestesistas, foram liderados por Tim Cook, que trabalha no Royal United Hospital, em Bath, Inglaterra.

Apesar do resultado obtido, o grupo alertou que o progresso observado na mortalidade por covid-19 no último ano pode ter atingido um platô. Além disso, o surgimento de novas variantes do vírus poderá aumentar as taxas de mortalidade, ao passo que o programa de vacinação ajudará a reduzir o número de pessoas infetadas nos cuidados intensivos.

“No geral, a mortalidade em todos os estudos é menor no final de setembro (35,5%) do que” a observada “no final de maio (41,6%)”, relataram os especialistas. Esta melhoria deve-se a um maior uso de esteróides, às mudanças na forma como os pacientes recebem tratamento com oxigénio e fluídos e ao controlo dos coágulos sanguíneos.

A mortalidade na maioria das regiões do mundo varia agora entre de 30% e 40%. Na Europa, a média é de 33,4%, na América do Norte é 40%. Já no estado de Victoria, na Austrália, é de 11%. No outro extremo, no Médio Oriente é de 62%.

O estudo incluiu números da Inglaterra, do País de Gales e da Irlanda do Norte, coletados e publicados todas as semanas pelo Centro Nacional de Auditoria e Pesquisa de Terapia Intensiva (ICNARC). O seu último relatório, divulgado na sexta-feira, mostrou que a mortalidade era de 45% quando a pandemia surgiu, estando atualmente nos 40%.

“A mortalidade observada [nos três países] foi a mais baixa durante o verão de 2020, [quando era de] 27% para pacientes internados em cuidados intensivos, em junho ou julho”, indicou o estatístico do ICNARC James Doidge.

“Embora a mortalidade observada tenha aumentado novamente nos últimos meses, permanece menor do que seria previsto com base nas características dos pacientes internados. Por exemplo, 38% para pacientes [que estavam] gravemente enfermos em dezembro versus 43%-46% previstos” para esse período, acrescentou.

Taísa Pagno Taísa Pagno //

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