Estivadores chegaram a acordo para o fim da greve (após 15 horas de reunião)

Steven Governo / Lusa

Estivadores em greve fazem vigília junto ao acesso ao porto de Xabregas, em Lisboa

Estivadores em greve fazem vigília junto ao acesso ao porto de Xabregas, em Lisboa

Os estivadores e os operadores do Porto de Lisboa chegaram a acordo, ao fim de uma reunião de cerca de 15 horas que põe fim à greve.

O acordo alcançado esta sexta-feira à noite, no final de quase 15 horas de reunião, leva à imediata suspensão do pré-aviso de greve dos estivadores e prevê a assinatura, num prazo de 15 dias, de um novo contrato colectivo de trabalho com a Porlis, com um prazo de vigência de seis anos.

Dado que foi confirmado pelo Ministério do Mar, num comunicado onde se assinala que o acordo prevê a redacção de “um novo contrato colectivo de trabalho com base nas matérias acordadas e nas negociações decorridas entre 7 de Janeiro e 4 de Abril”.

Ficou acordado que a empresa de trabalho portuário “não poderá admitir mais trabalhadores, devendo a situação dos atuais ser resolvida desejavelmente no prazo máximo de dois anos”.

Relativamente à admissão de trabalhadores portuários foi também estipulada a admissão de “23 trabalhadores eventuais nos quadros da Empresa de Trabalho Portuário de Lisboa no prazo máximo de seis meses”.

No que respeita à progressão na carreira, foi acordado “um regime misto de progressões automáticas por decurso do tempo e de progressão por mérito com base em critérios objetivos”.

O acordo conseguido entre os estivadores e os operadores do porto de Lisboa constitui “uma solução em que ambas as partes ganham”, assinalou a ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, no final da reunião.

“Conseguiu-se uma solução em que ambas as partes ganham, porque quer dizer que voltam ao trabalho e se poderá retomar o crescimento do porto de Lisboa”, disse Ana Paula Vitorino aos jornalistas.

“Problema ultrapassado”

O acordo entre os estivadores e os operadores surge depois de António Costa ter afirmado que o prazo para resolver o problema a bem era precisamente esta sexta-feira, notando que o governo procederia a um “grande esforço negocial” para tentar uma “solução negociada”.

“Há limites para tudo”, disse também o primeiro-ministro, realçando que, no caso de não haver acordo, o governo teria que encontrar outra alternativa como aquela que foi necessária para “a retirada dos contentores retidos”.

António Costa reagiu ao acordo alcançado entre estivadores e concessionários do Porto de Lisboa, dizendo que se trata de “um problema ultrapassado”, a bem da economia do país.

O primeiro-ministro recusa no entanto que tal tenha ficado a dever-se ao facto de ele próprio ter fixado o dia de ontem como data limite para haver um acordo.

“Não teve a ver com o deadline, teve a ver com a vontade das partes e o empenho que todos tiveram em chegar a acordo. Acho que é motivo de felicidade para toda a gente”, realçou o primeiro-ministro, ouvido pela RTP.

ZAP / Lusa

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5 COMENTÁRIOS

  1. Estes comunas deveriam era ir trabalhar para a estiva na Coreia do Norte e então aí é que se veria se a ideologia deles lhes permitiria levantarem a voz contra o Kim-Jong-un ou se pelo contrário obedeceriam cegamente às ordens do ditador, infelizmente por cá têm a liberdade de continuar nos seus postos de trabalho impondo as suas ordens sempre que entendam e não tardarão mais exigências e mais greves.

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