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Estado Islâmico ameaça destronar Putin

José Cruz / ABr

Vladimir Putin, Presidente da Rússia

Vladimir Putin, Presidente da Rússia

O procurador-geral russo pediu esta quarta-feira restrições no acesso a um vídeo difundido no YouTube em que o Estado islâmico ameaça “destronar” Vladimir Putin e iniciar uma “guerra de libertação” no Cáucaso russo. 

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Em comunicado, o procurador precisa que foi hoje enviado à Agência russa de vigilância dos media, Roskomnadzor, um pedido de “restrição do acesso” a este vídeo que contém “ameaças de actos terroristas e o desencadeamento de uma guerra no Cáucaso do norte”, para além de denunciar o apoio de Moscovo ao regime de Damasco.

Segundo a mesma fonte, também poderá igualmente ser aberto um inquérito por ameaça de ato terrorista e por apelos públicos à violação da integridade territorial da Rússia.

Os jihadistas do Estado islâmico difundiram terça-feira no YouTube um vídeo no qual surge um avião de guerra fornecido, segundo afirmam, pela Rússia ao regime do Presidente sírio, Bashar al-Assad.

É uma mensagem para ti, Vladimir Putin, estes aviões que enviaste a Bashar vamos despachá-los de volta, se Deus quiser”, afirma no vídeo um dos jihadistas que se exprime em árabe e com legendas em russo.

A Rússia é o principal aliado do regime de Damasco, ao qual fornece armamento.

“E libertaremos a Chechénia e todo o Cáucaso, se Deus quiser. O teu trono está ameaçado e vai cair quando chegarmos a tua casa”, acrescenta o militante do EI.

Após a primeira guerra da Chechénia (1994-96), ainda na presidência de Boris Ieltsin, a rebelião conheceu uma progressiva islamização e ultrapassou as fronteiras desta pequena república autónoma da Federação russa, para se tornar a partir de meados da década de 2000 num movimento islamita armado activo em todo o Cáucaso do norte.

O EI, que proclamou um califado numa vasta região conquistada nos últimos meses na Síria e Iraque, reivindicou a recente decapitação de dois jornalistas norte-americanos, James Foley e Steven Sotloff.

O grupo também ameaçou matar um terceiro refém, um britânico identificado como David Cawthorne Haines.

ZAP/Lusa

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