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Declarado estado de calamidade pública em Ovar devido ao surto de coronavírus

Simone Venezia / EPA

O presidente da câmara municipal de Ovar, Salvador Malheiro, anunciou esta terça-feira que foi declarado estado de calamidade pública na autarquia. O número de casos duplicou nas últimas 24 horas.

Esta terça-feira foi declarado estado de calamidade pública específica em Ovar, informou a autarquia através das redes sociais. Em Ovar, no distrito de Aveiro, o número de casos confirmados de infeção por coronavírus duplicou nas últimas 24 horas, havendo mais de 30 casos.

Segundo a TSF, esta decisão implica a criação de um perímetro de controlo de entradas e saídas na área geográfica do município, bem como “quarentena geográfica” para toda a população.

“Determino o encerramento de todos os estabelecimentos comerciais e serviços não essenciais, bem como a limitação de movimentação de pessoas, de e para o Concelho de Ovar, devido à existência de perigo para a Saúde Pública, nomeadamente de risco de contágio de Covid-19 e como medida de contenção, pelo período de 18/03/2020 a 02/04/2020”, anunciou o presidente da Câmara Municipal, Salvador Malheiro, no Facebook.

“Todo o nosso perímetro vai ser isolado”, acrescentou. Esta medida de contenção estará em vigor de 18 de março a 2 de abril. A Câmara Municipal de Ovar também partilhou um documento da Autoridade de Saúde Regional.

Quarentena geográfica | Concelho de Ovar

Publicado por Câmara Municipal de Ovar em Terça-feira, 17 de março de 2020

Espero mesmo que Costa e Marcelo isolem o país já, encerrando fronteiras e controlando aeroportos. E que avancem também para o estado de emergência nacional. Terão o apoio de todos nesta decisão que já peca por tardia”, escreveu também Salvador Malheiro, no domingo.

GOVERNO PREPARA-SE PARA DECRETAR ESTADO DE CALAMIDADE ESPECÍFICO PARA O MUNICÍPIO DE OVAR.

Publicado por Salvador Malheiro em Terça-feira, 17 de março de 2020

Ao final da tarde, Eduardo Cabrita fez uma declaração ao país, confirmando o estado de calamidade em Ovar: a “criação de uma cerca sanitária a todo o município; estabelecimento de restrições a atividades económicas e circulação de pessoas”.

O ministro da Administração Interna adiantou que, excetuando algumas situações, como profissionais de saúde e de socorro residentes em Ovar, abastecimento de áreas que devam continuar em funcionamento, tal como supermercados, “fica vedada a saída dos residentes de Ovar e é vedado o acesso de todos nós ao município de Ovar”.

Ficam ainda interditas todas as atividades comerciais ou industriais exceto aqueles que são relativas ao setor alimentar. “Fechamos todos os restaurantes, fechamos todas as oficinas, mantém-se abertas as padarias e supermercados. Igualmente as farmácias, bancos e postos de abastecimento de combustíveis.”

A linha do Norte, que atravessa o município, irá continuara funcionar, mas, “nas estações situadas nesse município, não haverá entrada nem saída de passageiros”.

Marta Temido explicou que, “na sequência do que vem sendo a evolução epidemiológica da Covid-19 na região do centro, o senhor delegado regional de saúde emitiu um despacho no qual considerava que nos encontramos nesta área numa zona compatível com um quadro de comunitário ativo de transmissão ativa. Isto constitui um risco de transmissão generalizada e de poderem ocorrer novas cadeias de transmissão”.

“No boletim epidemiológico confirmado esta manhã havia 51 casos confirmados no centro. Desses 51 casos, 30 estão relacionados com o concelho de Ovar. Decorrentes desses casos, temos 440 pessoas em monitorização. Esses contactos estão com recomendação de isolamento e de vigilância pelas autoridades de saúde”, acrescentou a ministra da Saúde.

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