Durão apoia Guterres e diz que está mais sincero desde que saiu da política

Partido Social Democrata / Flickr

Durão Barroso

Durão Barroso

Os ex-primeiros-ministros Durão Barroso e António Guterres já estiveram em lados opostos da barricada, mas na segunda-feira à noite concordaram em quase tudo, num debate na RTP1.

Sob o mote “Que mundo é este?”, os dois ex-governantes de PSD e PS deixaram as antigas divergências políticas de lado e deram o seu testemunho na qualidade de ex-presidente da Comissão Europeia e de ex-Alto Comissário da ONU para os Refugiados, respectivamente, numa entrevista na RTP.

E Durão Barroso até manifestou o seu apoio a Guterres na corrida para o cargo de secretário-geral das Nações Unidas, considerando que tem “qualidades suficientes” para desempenhar a função.

O ex-líder social-democrata também confessou que o seu “nível de sinceridade tem aumentado todos os dias” desde que deixou o mundo da política.

“Não tenho os constrangimentos que tinha quando ocupava as funções que ocupei”, sublinha Durão Barroso.

E é com a sua sinceridade social-democrata que diz que “foi um erro a fórmula governativa seguida” em Portugal, entendendo que temos um governo minoritário “apoiado no Parlamento por forças que são contra o consenso europeu”.

E é neste ponto que António Guterres não concorda inteiramente com Durão Barroso, defendendo as suas cores socialistas e considerando que os partidos que apoiam o governo de António Costa aceitaram a sua “posição de fidelidade em relação aos compromissos europeus e atlânticos de Portugal”.

Durão Barroso ainda notou que “os governos gostam de fazer a europeização dos fracassos e a nacionalização do sucesso”. “Quando as coisas correm bem, o mérito é nosso. Quando as coisas correm mal, é de Bruxelas”, constatou.

Ideia que António Guterres corrobora, frisando ainda o “défice de solidariedade terrível entre os Estados europeus”, mas acreditando que isso “não vai por em causa a União Europeia”.

Os dois concordaram também com as ideias de que no estrangeiro ainda se vê Portugal como “um país pobre e atrasado” e que as mentalidades entre portas giram entre o “complexo de inferioridade” e a “exaltação nacionalista”.

Circunstâncias que imputam às “elites portuguesas” que “não estão à altura dos portugueses que temos”, concluiu Guterres.

ZAP

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