Governo vai propor Guterres para a presidência da ONU

European Parliament / Flickr

Ex-primeiro-ministro, ex-líder do PS, o Alto Comissário das Nações Unidas para os Refugiados, António Guterres

Ex-primeiro-ministro, ex-líder do PS, o antigo Alto Comissário das Nações Unidas para os Refugiados, António Guterres

António Costa revelou que o Governo está já a preparar a candidatura de António Guterres para ocupar o cargo de secretário-geral da ONU em 2017.

O Governo português vai propor o nome do ex-comissário das Nações Unidas para os Refugiados para o cargo de secretário-geral da ONU, avança esta sexta-feira o Público.

“O Governo vai apresentar a candidatura de António Guterres a secretário-geral das Nações Unidas”, declarou o primeiro-ministro ao jornal.

António Costa já informou o atual Presidente da República, Cavaco Silva, desta intenção e a apresentação oficial da candidatura deverá ser feita no próximo mês de fevereiro.

Os líderes partidários com assento parlamentar também já foram informados desta decisão. Aliás, a “reunião mistério” entre Costa e Passos Coelho na semana passada terá sido por isso mesmo.

O Governo está ainda a realizar contactos internacionais e diplomáticos, com uma forte mobilização do Ministério dos Negócios Estrangeiros, para garantir apoios a esta candidatura.

De acordo com o Público, o Governo já terá assegurado que Guterres “não será vítima de veto por parte de nenhum dos cinco países membros permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas”, entre eles França, Inglaterra, Rússia, China e Estados Unidos.

Apesar do prestígio conseguido dentro das Nações Unidas, o antigo primeiro-ministro terá um percurso complicado para alcançar o objetivo de suceder, em 2017, ao atual secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon.

Além de ser um “processo complexo que envolve vários equilíbrios geoestratégicos e que obedece à necessidade de os candidatos preencherem diversos critérios”, segundo o Público existem dois obstáculos principais.

Em primeiro lugar, o facto de estar praticamente assente dentro da ONU que chegou a vez de eleger uma mulher para o cargo, além do desejo de que o próximo candidato seja oriundo da Europa de Leste.

Perante esta situação, surgem já nomes de possíveis concorrentes, como é o caso das búlgaras Kristalina Georgieva, vice-presidente da Comissão Europeia, e Irina Bokova, diretora-geral da UNESCO.

ZAP

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