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“Dois meses a dormir”. Fenprof diz que Governo não criou condições para início das aulas em segurança

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Paulo Novais / Lusa

O secretário-geral da FENPROF, Mário Nogueira

A Fenprof responsabilizou esta terça-feira o Ministério da Educação pela abertura do ano escolar, em regime presencial, sem alegadamente ter assegurado as condições de segurança sanitária necessárias nos estabelecimentos de ensino.

“As condições que se exigem para uma abertura das escolas não foram criadas”, afirmou o secretário-geral da Fenprof, Mário Nogueira, numa sessão na Escola Básica do 1.º Ciclo Solum Sul, em Coimbra, com a presença de professores e jornalistas.

“O ensino presencial é essencial” para devolver alguma normalidade às escolas, já que “o ensino remoto, outra vez, seria trágico” para alunos, professores e pessoal auxiliar.

Face à pandemia da covid-19 e ao risco de contágio das pessoas pelo novo coronavírus, detetado em dezembro em Wuhan, o início das atividades letivas, entre os dias 14 e 17, deveria ser acompanhado de “medidas rigorosas que garantam que essa possibilidade é reduzida ao máximo”, defendeu em declarações aos jornalistas no final da iniciativa com que a Federação Nacional de Professores assinalou a abertura do ano escolar.

O Governo perdeu dois meses, julho e agosto, para poder melhorar” as medidas sanitárias, cumprindo as orientações da Direção-Geral da Saúde (DGS), criticou o dirigente sindical. Algumas dessas medidas “não cumprem as normas da DGS”, adiantou.

Mário Nogueira voltou a defender, por exemplo, que o Ministério da Educação deveria ter efetuado “um rastreio à covid-19 a toda a comunidade escolar”. Nesse rastreio, “prévio ao início das atividades letivas”, caberia ao Governo “articular com os municípios a sua realização”, de acordo com o “Plano para a abertura segura do ano letivo 2020-2021 em regime presencial”, proposto pelo secretariado nacional da Fenprof, no dia 30 de julho.

“Não há rastreio, não há distanciamento, não há pequenos grupos de alunos e também falta pessoal. O Ministério da Educação esteve dois meses a dormir“, acusou.

Mário Nogueira disse que, na sexta-feira, a Fenprof “voltou a pedir” uma reunião com o Ministério para analisar estes problemas, depois de nos últimos meses ter feito várias vezes a mesma solicitação sem sucesso. Idêntico pedido foi dirigido à DGS, por oito vezes, mas a organização não obteve resposta, lamentou.

Nos últimos dias, alguns encarregados de educação e escolas têm lamentado a falta informação por parte do Governo e da DGS para o arranque do novo ano letivo.

A diretora-geral da DGS revelou esta segunda-feira que o documento sobre o regresso às aulas está a ser preparado, devendo ser conhecido a 7 de setembro, uma semana antes do arranque do ano letivo, que está previsto entre os dias 14 e 17 de setembro.

ZAP // Lusa

2 Comments

  1. Mário Nogueira quanto à festa do teu partido emudeceste? Não te ouvi a criticar a falta de segurança nem que a festa do teu PCP deveria ser adiada como fizeram outros partidos com os seus eventos empresas de eventos, perguntar não ofende ainda sabes dar aulas?É que tens mais anos de arruaceiro que de dar aulas como professor.

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